
A associação Matria atua hoje em Brasília e nos tribunais para defender os direitos das mulheres baseados no sexo biológico. O grupo surgiu para dar voz a pensamentos divergentes sobre o uso de banheiros femininos por pessoas trans e a paridade de oportunidades nos esportes.
Como surgiu a Matria e qual o seu principal objetivo?
Fundada em 2023, a Matria surgiu após discussões no STF sobre o uso de banheiros femininos por pessoas trans. O objetivo da associação é representar mulheres que se sentem excluídas dos debates públicos sobre políticas de gênero e garantir que decisões em áreas como saúde, esportes e educação levem em conta os direitos das mulheres biológicas.
Quais são as frentes de atuação da associação nos três Poderes?
A associação atua no Executivo, Legislativo e Judiciário. Recentemente, protocolou no STF uma ação que questiona a substituição do critério de sexo pelo de identidade de gênero nas cotas eleitorais. No esporte, defende leis que impedem a participação de atletas trans em categorias femininas, buscando manter a igualdade física nas competições.
O que é amicus curiae e como a Matria utiliza esse recurso?
Amicus curiae significa 'amigo da corte'. É quando uma organização que não faz parte de um processo pede para oferecer informações técnicas aos juízes antes de uma decisão. A Matria conseguiu ingressar nesse papel em processos judiciais para levar o ponto de vista de profissionais como médicas, psicólogas e advogadas aos magistrados.
Quem são as 'viúvas trans' acolhidas pela organização?
É um termo usado para mulheres que enfrentam crises familiares, disputas de guarda de filhos e sofrimento psicológico após a transição de gênero de seus parceiros. A associação oferece um espaço de escuta e orientação jurídica para essas mulheres que, segundo a entidade, são frequentemente ignoradas pelas políticas públicas oficiais.
Como o grupo orienta famílias com filhos em transição de gênero?
Através do projeto 'Acolher com Verdade', a Matria orienta pais que vivem o dilema de apoiar o sofrimento emocional dos filhos, mas se preocupam com os impactos de intervenções médicas e uso de remédios em jovens vulneráveis. O foco é preservar o vínculo afetivo familiar enquanto se analisam os riscos à saúde de médio e longo prazo.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.




