Publicidade
Para entender

Quem é a promotora denunciada por proibir menção a Deus em evento público?

A promotora Elayne Christina foi alvo de denúncia no Conselho Superior do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Na imagem, ela aparece se retirando do evento "em protesto" após repreender fala sobre Deus. (Foto: Acterj)

A promotora Elayne Christina da Silva Rodrigues é alvo de uma denúncia no Conselho Superior do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) após classificar como inconstitucional a citação a Deus em um fórum oficial em Duque de Caxias. A representação pede a abertura de processo administrativo.

O que causou a denúncia contra a promotora?

O caso aconteceu após a promotora Elayne Christina interromper um evento da Associação dos Conselheiros e Ex-conselheiros Tutelares (Acterj) para repreender a organização. O motivo foi a leitura de um poema chamado “Abraço de Deus” por um instrutor de crianças. Ela afirmou que a fé é um direito privado e que orações em eventos públicos seriam proibidas pela lei, retirando-se do local em sinal de protesto após ser questionada pelos presentes.

Quem apresentou a representação ao Ministério Público?

A denúncia foi protocolada pela própria Acterj. A associação argumenta que a promotora extrapolou seus limites institucionais e desrespeitou a liberdade de expressão e religiosa. De acordo com a entidade, a manifestação de fé ocorreu de forma espontânea por um grupo convidado, sem qualquer tipo de imposição ou obrigatoriedade de participação para quem estava no fórum.

Como o mundo político reagiu ao episódio?

A atitude da promotora gerou forte repercussão no Congresso Nacional e entre líderes políticos. Parlamentares como Bia Kicis e Marco Feliciano criticaram a postura, apontando perseguição religiosa e confusão sobre o conceito de Estado Laico. O ex-governador Romeu Zema também se manifestou nas redes sociais, questionando por que a fé incomoda grupos que pregam a diversidade, mas não atacam outros temas polêmicos.

O que especialistas dizem sobre a fala ser inconstitucional?

Advogados e juristas discordam da visão da promotora. Eles explicam que ser um Estado Laico significa que o governo não tem religião oficial, mas deve proteger a liberdade de todos. Uma oração em local público, sem coação, não viola a lei. Para alguns especialistas, a conduta da promotora é que pode ser considerada inconstitucional por configurar abuso de poder ao tentar impedir a manifestação pacífica da crença de um cidadão.

Qual é o posicionamento oficial do MPRJ e de associações de classe?

Até o momento, o MPRJ não emitiu uma nota oficial de condenação ou suporte às falas. Por outro lado, a Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj) saiu em defesa da promotora, afirmando que sua atuação foi técnica e visava reafirmar a laicidade do Estado. Já a assessoria do órgão chegou a declarar que o caso não teria interesse público ou repercussão, apesar do forte engajamento nas redes sociais.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.