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Há dois anos Vivian* aguarda o processo judicial que decidirá se ela está apta ou não para adoção. Ela já tem dois filhos adotados e se entusiasmou com a possibilidade de dar um lar a uma terceira criança. Vivian optou por um menino ou menina que já esteja com mais idade, cerca de 6 anos, mas vive uma longa pendência judicial. Ela não quer se identificar por medo de prejudicar o andamento da papelada.

Para ter mais chances de sucesso, Vivian, que atualmente está divorciada, deu entrada em uma comarca da região metropolitana. Mas se deparou com a falta de veículos para conduzir a equipe técnica até sua casa para fazer a avaliação, trocas de promotores e com funcionários que chegaram a "aconselhá-la" a iniciar um novo pedido em outro local. Quando a situação estava quase resolvida, foi informada de que a documentação deveria ser encaminhada à Comarca de Curitiba em função das novas regras do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Mas o processo se perdeu pelo caminho e há 50 dias deveria ter chegado à capital.

A opção pela adoção veio depois de uma tentativa frustrada de engravidar. Duas crianças pequenas vieram completar a família. Vivian conheceu um grupo de apoio e se sensibilizou pela causa da adoção tardia. "Fico pensando na criança que está em um abrigo sem a oportunidade de ter uma mãe devido à morosidade".

A contadora Marinês Duarte de Oliveira, 49 anos, e seu marido Sérgio Garcia de Oliveira, 53, também resolveram adotar após tentativas frustradas de inseminação artificial. Ela conta emocionada que o filho Gustavo foi "gerado" no mesmo mês em que eles deram entrada no processo de adoção. O casal também teve de esperar dois anos para a chegada do menino. Em uma época chegaram a ligar todos os dias para o juiz atrás de notícias. Como a adoção ocorreu antes do CNA, eles se habilitaram em várias comarcas para ter mais chances, mas mesmo assim a espera foi longa.

Quando Gustavo chegou o apartamento dos pais estava em reforma devido à demora. "Achávamos que nem conseguiríamos mais. De repente nos ligam e pouco dias depois, o Gustavo estava aqui conosco." O garoto está hoje com três anos e meio e ganhou novos pais quando tinha 1 ano e 3 meses. "Hoje somos uma família feliz, cheia de alegria", diz a mãe.

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