O homem suspeito de ter estuprado e matado a menina Camila Evangelista da Conceição, de 9 anos, vai ser indiciado por estupro de vulnerável e homicídio duplamente qualificado por motivo fútil, cujas penas podem chegar a 45 anos de prisão, segundo o delegado Felipe Ettore, titular da Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro. Ele foi preso na manhã desta terça-feira (2) e, segundo o delegado, teria confessado o crime.

Agentes da DH e policiais militares do 5º BPM (Praça da Harmonia) chegaram ao acusado com a ajuda de moradores. O homem, que trabalha como marceneiro e morava em um quarto alugado no Morro da Providência, no Centro da cidade, voltou à residência nesta manhã e foi denunciado por moradores aos policiais que estavam fazendo diligências no local.

Com um mandado de busca e apreensão, os policiais entraram na casa e encontraram vestígios de sangue. A arma do crime, que seria uma faca de serra que ele teria usado para matar a menina – ela tinha um ferimento no pescoço -, ainda não foi encontrada.

Os policiais já haviam localizado a casa do homem com a ajuda de moradores, e identificado o acusado, que é de Governador Valadares, Minas Gerais, e estava há pouco tempo no Rio.

Imagens mostram caixa sendo jogada em lixeiraAtravés de uma imagem de um vídeo, gravada por câmeras de uma empresa situada próximo ao local onde o corpo da menina foi deixado, policiais da DH disseram que é possível ver quando um homem que puxava um carrinho de rolimã joga uma caixa de isopor numa lixeira.

O corpo de Camila foi encontrado na segunda-feira (1º) na Ladeira Madre de Deus, na Gamboa, um dos acessos ao Morro da Providência, Zona Portuária do Rio.

Ao ser preso, o marceneiro teria confessado o crime aos policiais, dizendo que aliciou a menina com R$ 20 e a levou para seu quarto. Ele disse ainda que estuprou a criança e que a matou porque ela gritou.

O delegado da DH disse que vai ouvir moradores, policiais e familiares da menina. A polícia investiga ainda se ele teria praticado outros crimes.

Criança desapareceu no domingo

A menina era moradora do Morro da Providência, no Centro, área vizinha ao local onde o corpo foi encontrado. Segundo Thaideth Duarte, subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora da Providência, a menina estaria desaparecida desde a noite de domingo (31). Ela teria ido à uma festa com os pais na Rua Barão Félix, nas proximidades da comunidade da Providência, quando saiu para andar de bicicleta e sumiu. Apesar do desaparecimento, os pais não teriam feito qualquer comunicado à polícia.

A assessoria da UPP informou que a região onde a menina desapareceu não faz parte da área de atuação da unidade da Providência. Mesmo assim, nenhum órgão policial foi avisado sobre o desaparecimento, ainda segundo a assessoria.

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