
Se o barco foi a casa dos Portela durante todo esse tempo, por que não ter um animal de estimação? O pequeno Dudu um yorkshire de 5 anos foi mais que o xodó da família ao redor do mundo. Ele foi um verdadeiro cão de guarda do Bravo, latindo a cada estranho ou navio que se aproximasse do barco. Por isso acabou virando a estrela da aventura. "No nosso site, ele recebe o dobro de e-mails que nós", conta Cláudia. "Acredito que deve ter sido o primeiro cachorro a dar a volta ao mundo", arrisca Ricardo.
O capitão do Bravo lembra que ficou apreensivo quando a filha Giovanna ganhou a mascote, mas admite que durante o percurso Dudu se comportou muito bem. "Ele é um cachorro muito simpático e extremamente educado. Ele brinca quando você quer que brinque. E pára quando você quer que ele pare. É fantástico."
Dudu viveu as suas maiores aventuras no mar do Caribe, onde chegou a alertar, antes mesmo do radar, que existia um navio no caminho. Em Trinidad e Tobago, ele conseguiu evitar, duas vezes, que o bote do barco fosse roubado, ao latir e avisar os donos. Lá também acabou sendo mordido por um cão maior, o que deixou a família aflita até conseguir ajuda.
A presença do cão a bordo fez, inclusive, os Portela mudarem a rota da volta ao mundo. Isto porque o governo da Austrália exigia uma série de exames da mascote. Além disso, Dudu deveria ficar de quarentena, o que preocupou a família, ao imaginar que ele poderia não sobreviver à ausência dos companheiros de barco, com quem teve intensa convivência nos últimos anos.
"Não fomos para a Austrália porque era tanto sangue que eles exigiam para os testes que, quando estava na metade da primeira das duas seringas, a gente falou para parar. Ia acabar matando ele só para fazer os exames", lembra o comandante do Bravo, demonstrando a preocupação com o cãozinho que conheceu os cinco continentes.



