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Violência

Violência mata seis pessoas por dia em Curitiba e região em 2010

Fevereiro, que mal começou, já tem 36 mortes, com média de 5 assassinatos por dia

  • PorVanessa Prateano, especial para a Gazeta do Povo
  • 07/02/2010 20:00

Uma conta de assustar: desde o dia 1.º de janeiro de 2010 até as 16 horas de domingo (7), 233 pessoas haviam sido assassinadas na região metropolitana de Curitiba, numa média de 6 mortes a cada 24 horas. Janeiro, o mês mais violento na RMC em dois anos, registrou 197 mortes, ou 6,3 mortes a cada dia. Fevereiro, que mal começou, já tem 36 mortes, com média de 5 assassinatos por dia. Neste fim de semana, das 19 horas de sexta-feira até as 16 horas de domingo, 26 pessoas já haviam morrido na grande Curitiba vítimas de violência.

As mortes ocorreram em Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Fazenda Rio Grande, Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul e Pinhais. Entre as vítimas, 20 eram homens, com idades entre 16 e 59 anos, e seis eram mulheres, entre os 19 e os 64 anos. Um fato que chama a atenção é o número de jovens entre as vítimas: pelo menos 16 delas, mais da metade, tinham menos de 30 anos.

Em um dos casos, uma mulher de 64 anos, identificada como Nair de Souza Kruger, morreu vítima de bala perdida, por volta das 16h de sábado. De acordo com a Sala de Imprensa da Polícia Militar, a idosa estava na Rua Chanceler Lauro Müller, no bairro do Parolin, quando foi surpreendida por um tiroteio entre gangues rivais. A vítima foi atingida no abdômen e morreu no local. Ela morava na Rua Eugênio Parolin, a uma quadra de distância da rua onde ocorreu o confronto. Ainda de acordo com a PM, uma pessoa que fez uma denúncia anônima ao 190 afirmou que os criminosos se encontravam escondidos em um beco próximo à Rua Porthos Velozo, no mesmo bairro, mas a polícia não conseguiu prender os bandidos.

Em outro caso, um jovem de 23 anos morreu com um tiro na cabeça depois de apenas dois dias de liberdade condicional. P.S.F. havia saído da cadeia na quinta-feira, após ficar cinco anos preso. A mãe, a auxiliar de enfermagem A.F.(que pediu para não ser identificada), conta que nem chegou a rever o filho depois que este conseguiu o benefício. "Ele saiu da cadeia e foi direto para a casa da namorada. Ligou para mim e disse que estava tudo bem, Eu o chamei para almoçar em casa neste domingo, mas ele morreu antes." O rapaz morreu em São José dos Pinhais, aproximadamente às 11h30 de sábado. Evangélica da Congregação Cristã do Brasil, a mãe conta que as forças para identificar o corpo do filho no IML vieram da fé. "Se ele estivesse na igreja comigo, isso não teria acontecido. É uma história muito triste", lamenta.

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