i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
celso nascimento

Brasil está longe de se livrar do “conjunto da obra” de Dilma e do PT

  • PorCelso Nascimento
  • 04/05/2016 21:29

Dilma poderia ser afastada apenas por causa das pedaladas e dos decretos de suplementação ou pelo “conjunto da obra” – isto é, pela soma dos erros sucessivos e das consequências nefastas da política econômica dela e do PT?

OLHO VIVO: O paranaense que pode livrar Temer de uma eventual perda de mandato

Esta discussão permeou desde o início o debate sobre as motivações para o afastamento da presidente. Discutiu-se se elas deveriam se restringir aos aspectos jurídicos dos supostos atentados à Constituição e à Lei de Responsabilidade Fiscal – como queriam os governistas – ou se deveriam abranger todos os erros apontados pela oposição. Coisas, por exemplo, como mentiras desfiadas durante a campanha de 2014, caixa-dois regado a propinas do petrolão, tentativas de obstrução à Justiça, etc. Ou ainda pela má gestão que desaguou na recessão, na inflação, no desemprego, no corte de programas sociais e investimentos.

Ontem, enquanto o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) lia, durante três horas, seu parecer favorável à admissibilidade do impeachment, a discussão já se mostrava claramente superada. Sim, é possível que o Senado, quando chegar a hora da votação, formalmente se atenha aos pressupostos jurídicos, mas para a opinião pública já não restam dúvidas que o afastamento acontecerá é pelo “conjunto da obra”.

E aí, quando se fala deste conjunto, já nem se deve restringi-lo ao âmbito do governo Dilma e do PT. Deve-se falar do grande e generalizado clima de descrédito que mina a política nacional, já que se tornou impossível dissociar uns dos outros todos os fatos responsáveis pela grande crise nacional.

Ao mesmo tempo em que ouvia a leitura do longo relatório de Anastasia, os brasileiros tomavam conhecimento e digeriam outras notícias constrangedoras e vergonhosas para o mundo político:

• o STF anunciava a promessa de julgar hoje se o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deve ser afastado da presidência da Câmara;

• o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, enfiava Lula, Dilma, Aécio e dezenas de outros políticos no mesmo balaio de denúncias investigadas pela Operação Lava Jato;

• o provável futuro presidente, o vice Michel Temer (PMDB), montava seu governo com ministros envolvidos até o tutano na mesma Lava Jato;

• renunciava à promessa de enxugar a máquina e dava sinais de que repetirá a mesma coalizão de baixa extração político-partidária que sustentou Lula e Dilma – cenário que coloca o vice distante do elogiável papel histórico que teve Itamar Franco ao substituir o “impichado” Collor e aproxima sua biografia da de Sarney, o vice que acidentalmente virou presidente com a morte do titular Tancredo.

Como se vê, o Brasil tem tudo para continuar vítima de um imenso e ainda não concluído “conjunto da obra”.

OLHO VIVO

Temer livre? 1

É do advogado paranaense Luiz Fernando Pereira, doutor em direito eleitoral, o parecer que poderá livrar o vice Michel Temer de uma eventual perda de mandato. Ainda que a presidente seja afastada da presidência, o vice não se livrará de responder à ação que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por causa do caixa 2 que teria abastecido a campanha da chapa Dilma-Temer em 2014.

Temer livre? 2

O parecer de Pereira rebate a tese dos partidos que requereram ao TSE a inclusão de provas colhidas pela Operação Lava Jato após o fim do prazo legal para contestações. O prazo, diz a lei, termina 15 dias após a diplomação dos eleitos, que, no caso, ocorreu em dezembro de 2014. Por isso, o TSE só poderá julgar a ação com base nas provas juntadas pelo PSDB dentro daquele prazo, diz o parecer.

Temer livre? 3

A razão, que servirá à defesa do vice, é simples: não se pode deixar uma eleição sob ameaça de suspeição durante todo o mandato. Terminado o prazo de contestação, os eventuais denunciados podem responder criminalmente, mas o mandato fica intocável.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.