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Novo mandato

Dilma é reeleita presidente do Brasil

Dilma Rousseff venceu a eleição presidencial mais difícil e inesperada desde a redemocratização do país. O pleito de 2014 foi temperado com tragédia e reviravolta

  • PorKatna Baran e Guilherme Voight
  • 26/10/2014 17:31
Após a reeleição, Dilma discursa em Brasília | REUTERS/Ueslei Marcelino
Após a reeleição, Dilma discursa em Brasília| Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
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Resultado da eleição para presidente

Saiba como foi a votação de Dilma Rousseff e Aécio Neves em todo o país. Confira o resultado das eleições 2014.
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Prometeu, tem que cumprir

A campanha da petista endossou as realizações do governo federal nos últimos 12 anos, período em que o partido esteve no poder. O reforço do que já foi feito servia como base para as propostas registradas no Tribunal Superior Eleitoral, já que, em geral, o alicerce do novo mandato é a ampliação de programas que já existem. Confira as principais propostas da presidente reeleita e faça valer seu direito de cidadão: cobre para que as promessas sejam cumpridas.

Veja todos os compromissos de Dilma Rousseff para o segundo mandato

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A trajetória de Dilma Rousseff

Dilma Rousseff nasceu em um lar de classe média de Belo Horizonte, em 1947. Filha do meio de um imigrante búlgaro e uma professora carioca, teve uma infância tranquila, bastante próxima a mãe e aos dois irmão. Dilma começou o ensino fundamental no Colégio Sion, uma das instituições de ensino mais tradicionais de Belo Horizonte, só para meninas. Ali, pela primeira vez, Dilma conheceu a pobreza, por intermédio de ações comunitárias promovidas pelas Freitas do Sion.

Dilma militou na Colina e na Val-Palmares durante o período em que o país foi governado por uma ditadura militar. Usou os codinomes de Wanda,  Lúcia e Maria. Nesse período, esteve envolvida no planejamento do assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros.

A participação na política partidária deu-se primeiramente por meio do PDT, de Leonel Brizola. Dilma desembarcou em Brasília para compor a equipe de transição de Lula, chefiada por Antônio Palocci, em 2002, já filiada ao PT. O desempenho na equipe de transição levaram Lula a nomeá-la para o Ministério de Minas e Energia.

Lula gostou do perfil gerencial e apostou em Dilma para substituir José Dirceu, que deixava a Casa Civil depois das denúncias do Mensalão. Na pasta, transformou-se na "gerentona". Era ouvida pelo presidente e temida por outros ministros e por assessores.

Dilma foi a escolhida de Lula para disputar a presidência em 2010. Deu certo. A  petista derrotou o tucano José Serra em 2010 com 56,05% dos votos válidos.

Na presidência, o mandato de Dilma pode ser divido em dois. Na primeira metade, a presidente discursou na ONU, demitiu ministros acusados de corrupção, ganhou a alcunha de faxineira e viu sua aprovação bater nos 73%. Com a saída de Antônio Palocci, que deixou governo depois da divulgação de uma reportagem mostrando que seu patrimônio havia aumentado em R$ 20 milhões em um ano, que Dilma inicia sua segunda fase no governo. Sem Palocci, sua visão "desenvolvimentista" da política econômica passa a ser dominante, sem contestação.

Leia perfil completo

No Paraná, Aécio faz mais de 60% dos votos válidos

Candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (26), o candidato Aecio Neves (PSDB) derrotou Dilma Rousseff (PT) por mais de 1,3 milhão de votos no Paraná. O tucano obteve 60,98% dos votos válidos no estado, contra 39,02% da atual presidente.

Leia mais

Aécio Neves pede para Dilma unir o país

O candidato à Presidência da República derrotado nesse domingo (26), Aécio Neves (PSDB), fez um pronunciamento por volta das 21h15 deste domingo (26) e comentou o resultado das urnas. Ao lado de apoiadores em Belo Horizonte (MG), Aécio agradeceu os quase 51 milhões de votos recebidos e pediu à presidente reeleita para unir o país.

Leia matéria completa.

  • Presidente reeleita e ex-presidente Lula durante o discurso da vitória
  • A presidente Dilma Rousseff durante a campanha nas ruas de Porto Alegre
  • Presidente Dilma toma chimarrão feito pelo mesário na seção onde ela votou, em Porto Alegre
  • Dilma vota nesse domingo (26)
  • Dilma durante a votação nesse domingo (26)
  • Dilma Rousseff recebe a faixa presidencial em janeiro de 2011 ao ser empossada presidente da República pelo antecessor, Luis Inácio Lula da Silva
  • Dilma Rousseff discursa em janeiro de 2011 após ser empossada presidente da República
  • Dilma Rousseff criança
  • A jovem Dilma Rousseff quando foi fichada como criminosa durante a ditadura militar
  • Dilma Rousseff responde a processo na Justiça Militar acusada de crimes contra a Segurança Nacional
  • Ao lado de Leonel Brizola. Ela filiou-se ao PDT na redemocratização e foi secretária de Minas e Energia com o governador Alceu Collares no Rio Grande do Sul no início da década de 90
  • Eleitores comemoram a vitória de Dilma no Rio de Janeiro
  • Em São Paulo, grupo comemora a reeleição da petista
  • Petistas comemoram resultado das eleições para presidente
  • Militantes do Movimento dos Sem-Teto emocionam-se com a vitória de Dilma Rousseff
  • Festa da vitória de Dilma em Porto Alegre, domicílio eleitoral da presidente
  • Samba da reeleição: integrantes do Movimento Sem-Teto em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo (26) para comandar o país por mais quatro anos, com mandato de 2015 a 2018. De acordo com a divulgação da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela teve 51,64% dos votos válidos contra 48,36% do candidato da oposição, Aécio Neves (PSDB). Dilma obteve 54,5 milhões votos contra 51 milhões. Segundo o TSE, 100% das urnas já tiveram os votos apurados.

Veja fotos de Dilma Rousseff, presidente reeleita da República

Confira vídeo da comemoração no comitê do PT em Brasília

Confira o discurso da presidente reeleita

Dilma Rousseff venceu a eleição presidencial mais disputada, difícil e inesperada desde a redemocratização do país. O pleito de 2014 foi temperado com tragédia e reviravolta: a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo, a comoção e o tsunami eleitoral pró-Marina Silva (PSB), a virada de Aécio Neves (PSDB) e, por fim, a recuperação da petista na última semana antes da votação.

Com a vitória, Dilma é a terceira presidente reeleita democraticamente no Brasil. Com ela, o PT ruma para seu quarto mandato consecutivo. Ao final de 2018, o partido terá governado o Brasil por 16 anos, período de continuidade sem igual na história política brasileira e pouco comum nas democracias consolidadas – nos Estados Unidos, por exemplo, o mesmo partido não consegue emplacar três mandatos consecutivos desde 1909, quando os republicanos venceram a terceira disputa seguida contra os democratas.

Com um início de campanha difícil, em que a própria militância petista chegou a cogitar a volta do ex-presidente Lula (PT), a presidente Dilma Rousseff (PT) chegou ao final do segundo turno com sinais de cansaço, resultado da agenda intensa de viagens realizadas na última semana. Na reta final da corrida presidencial, inclusive, ela decidiu alterar a agenda, evitando grandes eventos.

O cansaço ficou evidente quando a presidente participou do debate no SBT, no último dia 16. Logo depois da transmissão, Dilma passou mal e interrompeu a fala durante uma entrevista ao vivo. Mesmo assim, ela terminou a conversa em tom de bom humor, quando foi interrompida ao tentar concluir a fala. "Se é assim que você quer, é assim que será feito".

A imagem mais bem-humorada e de mulher comum foi bastante explorada na campanha da petista. O tom teve que ficar mais pesado, porém, quando vieram os ataques dos demais candidatos, principalmente quando foram discutidas as denúncias de corrupção na Petrobras através da operação Lava Jato da Polícia Federal (PF), escândalo que estourou bem no meio da corrida presidencial e foi bastante explorado nos debates.

Os opositores também focaram as críticas nos problemas econômicos do país. Para rebater os ataques, o PT investiu pesado nos avanços sociais dos últimos 12 anos. Nas propagandas eleitorais e nos debates, a presidente destacou programas como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o Pronatec.

Quando viu a candidatura ameaçada pelo crescimento nas pesquisas de Marina Silva (PSB), a petista passou a criticar duramente a substituta de Eduardo Campos (PSB) pelas inconsistências de suas propostas, como pela sua posição em relação ao pré-sal e por sua defesa à independência do Banco Central.

Embates

Já na campanha de segundo turno, contra Aécio Neves (PSDB), a troca de farpas ficou ainda mais evidente. No debate no SBT, inclusive, a campanha do "nós contra eles" se intensificou com comparações das gestões tucanas com as petistas e acusações de nepotismo e corrupção.

Na ocasião, a petista chegou até a citar o caso em que o senador foi parado em uma blitz no Rio de Janeiro. "Acho importante a Lei Seca para o Brasil. Todas as semanas tem gente morrendo em acidentes de trânsito. Temos que tratar esse assunto com seriedade. Ninguém pode dirigir embriagado ou drogado", cutucou.

Deslocamento

Dilma Rousseff poderia garantir uma fortuna em programas de milhagem – caso não viajassem em jatinhos particulares. Em apenas 18 dias neste 2.º turno, a petista percorreu 16,4 mil Km. Com a necessidade de conquistar votos em todo o país, a agenda beirou o surreal – às vezes, no mesmo dia, chegou a passar por três regiões diferentes.

A presidente visitou 12 estados e 16 cidades, mas não foi à região Norte – onde venceu no 1.º turno. Em com­paração com a parte inicial da campanha, o ritmo foi bem mais pesado. Dilma viajou 680 quilômetros no primeiro turno. No 2.º, foram 914 quilômetros.

O voto de Dilma

A presidente Dilma Rousseff passou o domingo em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ela passou a noite de sábado (25) na cidade e votou na manhã desse domingo, por volta das das 8h45, na Escola Estadual Santos Dumont, na Vila Assunção, zona sul de Porto Alegre. Ela foi recebida com muitos aplausos e gritos de apoio de militantes. Descontraída, tomou o chimarrão de um mesário e elogiou o mate. Aos jornalistas, a presidente disse que a campanha com Aécio Neves teve "momentos lamentáveis".

Na chegada à seção eleitoral, ela tomou chimarrão de um dos mesários e comentou que estava bom. Depois de sair da cabine de votação, ela fez o sinal de positivo, mostrou o comprovante de votação e voltou a tomar mais um pouco de chimarrão.

Mais cedo, Dilma tomou café da manhã com aliados políticos no Hotel Plaza São Rafael, no centro da capital gaúcha. Em declaração à imprensa, ela avaliou que a campanha eleitoral este ano foi diferente, com muitas mudanças e reviravoltas. A presidente lamentou a morte do candidato Eduardo Campos. "Acho que houve momentos em que o nível [da campanha] não foi muito alto, mas eu não diria que ela inteiramente foi uma campanha em que prevaleceu o baixo nível. Acho que teve momentos lamentáveis, com o uso de formas de tratamento indevidas. Acredito que isso foi rejeitado pela população. Acho também que se teve oportunidade de confrontar opiniões e fazer o debate sadio", disse.

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