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Finanças públicas

Estado aplica menos em Segurança

Sebastiani: investimento na despoluição do Rio Barigui | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Sebastiani: investimento na despoluição do Rio Barigui (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

O planejamento do Palácio Iguaçu para 2010 prevê redução de 5% nos recursos destinados à segurança pública. O montante discriminado é de R$ 1,51 bilhão, contra R$ 1,59 bilhão deste ano. A confirmação desse valor depende da apreciação da Assembleia Legislativa – a qual está no meio de uma discussão sobre segurança. Os deputados estaduais devem votar hoje um requerimento solicitando a presença do secretário da pasta, Luiz Fernando Delazari, para dar explicações sobre a chacina ocorrida no dia 3 no bairro Uberaba.

O secretário do Planejamento, Ênio Verri, minimizou a queda para a função segurança no orçamento. Segundo ele, o auge dos investimentos na pasta já ocorreu. "As obras, delegacias de polícia e armamento já foram comprados. Para o ano que vem, vamos contratar mais 2 mil policiais, para deixar toda a estrutura já pronta em perfeito funcionamento." Ele ressalta que "não se trata de mais ou menos recurso", e sim da forma como eles estão sendo utilizados.

Questionado sobre a possibilidade de a oposição criticar a verba destinada à segurança, Verri afirmou que a Assembleia tem toda a autonomia para modificar o orçamento. "Mas, se os deputados solicitarem, enviaremos todo o detalhamento de nossas ações. A política de segurança pública da atual gestão continua a todo o vapor. Se compararmos quanto o Paraná gastou nessa função em 2003, de acordo com um orçamento aprovado antes de Requião assumir o governo, o montante atual é 100% superior", justificou.

Cortes municipais

A previsão orçamentária da prefeitura de Curitiba prevê queda de 25% nos recursos destinados à habitação. A verba de R$ 94,2 milhões de 2009 deve cair para R$ 70,1 milhões no ano que vem. Outra área que perderá recursos é a gestão ambiental: em vez de R$ 59,7 milhões, ficará com R$ 56,3 milhões.

A justificativa do Execu­­tivo municipal é semelhante ao do Palácio Iguaçu. "Não é que teremos menos dinheiro em 2010. É que o pico, o auge dos gastos está sendo neste ano, com o lançamento de editais para as obras de habitação do PAC", conta o secretário municipal de Finanças, Luiz Eduardo Sebastiani. Segundo ele, a construção de casas continuará no ano que vem, mas a dotação para os editais está sendo feita ao longo deste ano. Ele diz que é o mesmo caso dos projetos da prefeitura na despoluição do Rio Barigui. "Em 2009 estamos fazendo um grande aporte em projetos de contrapartida de gestão ambiental para essa área. Não é que haverá pouco em 2010. É que agora é que tem muito."

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