Começou a faxina na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O atual procurador-geral da companhia, Rômulo Gonçalves, será afastado. Em seu lugar assumirá Rui Magalhães Piscitelli, procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU). A escolha de Piscitelli foi acertada entre a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e o ministro da AGU, Luís Inácio Adams.
Caberá ao novo procurador-geral da Conab comandar o processo de tentativa de anular o pagamento irregular de R$ 8 milhões a uma empresa de silos de Goiás. A autorização da transferência de um dinheiro destinado exclusivamente à compra de alimentos, há três semanas, foi dada pelo então diretor financeiro da estatal, Oscar Jucá Neto, demitido logo depois pelo ministro Wagner Rossi.
Em represália pela demissão, Jucá Neto, que é irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), acusou Rossi de corrupção. Nos depoimentos que prestou na semana passada, na Câmara, e ontem, no Senado, Rossi disse que as denúncias eram uma vingança.
Depoimento
Nas duas horas e meia de depoimento, Rossi chamou de "muito acolhedores" os porteiros da entrada privativa do ministério por onde o lobista Júlio Fróes entraria para o gabinete que mantinha no prédio da Agricultura. Fróes, segundo a revista Veja desta semana, distribuiria propina no ministério.







