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Um ato de apoio ao deputado João Paulo Cunha (PT-SP) contou com a presença da filha do parlamentar, Juliana Cunha, e de duas irmãs, Cida e Lúcia Cunha, na tarde de hoje em um gramado próximo ao Supremo Tribunal Federal. As três parentes do petista choraram e foram acolhidas por militantes do PT, mas não quiseram dar declarações à imprensa. Havia a expectativa de que João Paulo participasse do evento, o que não se confirmou.

O ato contou com uma tenda montada e uma caixa de som, onde cerca de 40 militantes se juntaram para ouvir uns aos outros primeiramente. Eles criticaram o julgamento do mensalão e apoiaram os petistas envolvidos no processo.

Ex-presidente da Câmara, Cunha começará a cumprir uma pena de 6 anos e 4 meses de prisão por peculato (desvio de dinheiro público) e corrupção. O mandado de prisão de Cunha foi expedido na tarde desta terça-feira (4).

Ao todo, João Paulo foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Por ter sido decidida em votação apertada, a condenação por lavagem de dinheiro não é definitiva. João Paulo obteve o direito de apresentar um recurso conhecido como embargo infringente, que será analisado ainda neste ano.

Participaram do ato os deputados federais Luiz Sergio (PT-RJ), Erica Kokay (PT-DF) e Valmir Assumpção (PT-SP), além do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Em discurso, Luiz Sérgio prestou solidariedade a Cunha e criticou as declarações do ministro do STF Gilmar Mendes, que pediu a investigação das doações dos militantes do PT para pagar os custos das multas aplicados aos condenados do mensalão.

Na visão de Sérgio, Mendes atuou "não como um ministro do Supremo, mas como um líder da oposição pequena". A declaração foi respondida pelos militantes com um grito de "vamos processa-lo". Suplicy também criticou a declaração de Mendes. "Desafio o ministro Gilmar Mendes a mostrar aonde esta proibido (as doações). Acho que ele não conhece a lei", afirmou.

No evento, houve mais um lançamento simbólico da revista "nada mais que a verdade", no qual Cunha aponta sua visão sobre o julgamento do mensalão. A revista já havia sido lançado em dezembro do ano passado.

Uma faixa foi aberta com a frase "preferimos a dignidade da luta" com as imagens de Cunha, do ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-deputado José Genoino.

Quatro policiais militares faziam a segurança do evento, que tinha carrinho de pipoca e venda de refrigerantes e cerveja.Os militantes também carregavam cartazes com frases contra o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Em um deles, militantes diziam: "Joaquim, aguarde o julgamento divino".

Alguns militantes estão acampados no local desde dezembro. Eles pregam uma cruz por dia no gramado em frente ao STF. Repetiram o gesto às 19h30.

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