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Levantamento faz críticas à política agrícola e de infraestrutura

Manifestação do MST: técnicos apontam estagnação na reforma agrária | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Manifestação do MST: técnicos apontam estagnação na reforma agrária (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)

As políticas brasileiras para o setor agrícola, para a infraestrutura e para a retomada da indústria nacional de defesa são alguns dos pontos criticados pelo polêmico estudo realizado pelos técnicos do Mi­­nistério do Planeja­­­mento. Segundo informações do jornal Valor Econô­­­mico, uma das áreas mais questionadas pelos técnicos do planejamento é a reforma agrária, que não teria conseguido avançar durante o governo Lula.

O estudo indicaria, segundo o jornal, que a qualidade de vida dos assentados rurais pouco melhorou em relação à que tinham antes do assentamento. Também avalia que os programas para a área não conseguiram elevar a renda de parte dos pequenos agricultores rurais, que ainda contam com programas de transferência de renda para sobreviver. O levantamento também faz críticas ao modelo de política agrícola do país, que contribui para um sistema de agronegócio forte, mas que também implica concentração de renda e êxodo rural.

O Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) informou, por meio de nota, que desconhece qualquer documento do Ministério do Planejamento com críticas às políticas do governo. Mesmo assim, o presidente do Incra, Rolf Hackbart, rebateu as análises elaboradas pelos técnicos do planejamento, que foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico e que estavam disponíveis até quinta-feira no Portal do Planejamento.

"Tudo indica que os autores desse estudo jamais pisaram em um assentamento da reforma agrária, não sabem que se trata de uma comunidade em formação e, pior, ignoram os resultados expressivos deste governo nos últimos sete anos", afirmou Hackbart.

Ainda de acordo com Hackbart, o último censo agropecuário do IBGE comprovaria que a política agrária do governo Lula paralisou o aumento da concentração de terras no Brasil. "Essa concentração crescia até o início da década, mas o aumento foi interrompido, reflexo das políticas de reforma agrária e investimentos nos assentamentos dos últimos anos", informou por meio de nota.

Além do setor agrário, a área de infraestrutura também mereceu destaque no levantamento. O estudo coloca como uma falha do governo a falta de integração entre os órgãos federais para pensar e agir sobre os diferentes temas que envolvem o setor. Entre os ministérios alvo de crítica nesse setor estão as pastas do Meio Ambiente, Transportes e Energia.

Sobre a retomada da industria nacional de defesa, a avaliação dos técnicos do Planejamento é de que a ideia de mudança de paradigma na área é positiva. No entanto, ressalta que a proposta é altamente onerosa e tem o risco de fracassar por falhas de projeto ou falta de verbas públicas. (CO)

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