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Nelson Meurer prestou depoimento nesta terça (18) na Justiça Federal. | Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Nelson Meurer prestou depoimento nesta terça (18) na Justiça Federal.| Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Em depoimento prestado na Justiça Federal nesta terça-feira (18) o deputado federal Nelson Meurer (PP) defendeu a índole dos ex-parlamentares Pedro Corrêa (PP) e Luiz Argôlo (SD) e negou ter participado de qualquer distribuição de vantagem indevida dentro do Partido Progressista (PP). O deputado foi convocado para depor como testemunha de defesa dos ex-deputados, que são investigados na Operação Lava Jato.

Perguntado pelo advogado de Argôlo, Sidney Peixoto, Meurer disse que nunca presenciou o pagamento ou recebimento de vantagem indevida pelo ex-parlamentar. “De maneira nenhuma. Primeiro porque no primeiro mandato que eu tive e nos anteriores eu nunca soube que alguém tenha repassado vantagem indevida para o Argôlo”, disse Meurer. “Eu não participei de processo nenhum de distribuição de vantagens indevidas”, completou o deputado.

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Meurer também afirmou que não tem conhecimento de nenhum tipo de pressão do ex-deputado Pedro Corrêa (PP) para a indicação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras. O deputado afirmou ter conhecimento de um jantar promovido por volta de 2010 para homenagear o ex-diretor, mas disse não ter participado por ter outros compromissos na data em que o evento foi realizado.

O deputado também é investigado na Operação Lava Jato. Por ser parlamentar e possuir prerrogativa de foro, as investigações são conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Entenda o caso

Ao lado do ex-deputado federal André Vargas (sem partido-PR), Corrêa e Argôlo foram os primeiros políticos envolvidos no esquema de corrupção e propinas na Petrobras formalmente denunciados pelo Ministério Público Federal, em maio desse ano.

O Ministério Público Federal afirma que Corrêa pediu dinheiro emprestado ao doleiro Alberto Youssef por e-mail e o visitou ao menos 23 vezes entre 2011 e 2013 – portanto, após ter perdido o mandato.

Argôlo, que tem 34 anos e era considerado uma promessa na política baiana, é acusado de envolvimento com Youssef, principal delator da Lava Jato. O Ministério Público Federal diz que helicóptero, máquinas, cadeiras de rodas e até boletos de IPTU do ex-deputado foram pagos por Youssef e que ele usou até os pais como laranjas para receber dinheiro de propina da Petrobras.

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