A CPI dos Sanguessugas está perto de concluir o cruzamento de dados relativos a cerca de 80 dos 112 parlamentares suspeitos de participação na quadrilha das ambulâncias. Já se sabe que pelo menos 11 incorreram na modalidade mais "transparente" de corrupção: são os que tiveram depositado em suas próprias contas bancárias dinheiro da Planam, a empresa que, por meio de licitações fraudadas, fornecia os veículos para prefeituras de todo o país.

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É maior o número dos que receberam propina em dinheiro vivo – mais difícil de rastrear –, em contas de assessores e familiares ou que foram compensados de outras formas pelos serviços prestados à Planam.

Página virada – Segundo Fernando Gabeira (PV-RJ), a publicação dos 112 nomes pela revista Veja tornou bizantina a discussão sobre sigilo que vinha sendo travada na CPI. A lista é precisa, diz o sub-relator. "Agora, entramos numa fase mais técnica."

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SPC – A CPI resolveu dar prioridade aos nomes que estão hoje no Congresso, mas, como prestação de serviço ao eleitor, seu relatório final terá um capítulo sobre os ex-deputados sanguessugas que são candidatos este ano.

Propositiva – Convidadas pela CPI, organizações como Transparência Brasil e Contas Abertas participarão de encontro para discutir formas de envolver a sociedade na fiscalização do Congresso.

Amnésia – Em 2002, José Aírton Cirilo, petista apontado como operador do esquema dos sanguessugas na Saúde, ameaçou abrir guerra contra Lula se Ciro Gomes fosse nomeado para a Integração Nacional. Hoje, declara-se entusiasta da aliança com o ex-ministro no Ceará.

Genérico – Contra o desgaste de imagem, a Câmara prepara campanha publicitária. O tema será o Orçamento, e a veiculação se dará nos órgãos da Casa, nas tevês de Assembléias estaduais e em 700 rádios comerciais com as quais o Legislativo tem parceria.

OMO – Nem vermelho, nem azul. O branco predominou nos figurinos de Lula e Marisa durante a agenda de campanha em Recife e Olinda.

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Olha eu aqui – O troféu papagaio de pirata ficou com Inocêncio Oliveira (PMDB-PE). Veterano de escândalos, não desgrudou do presidente em Pernambuco. "Lula é meu amigo", explica.

Mulher macho – Um ministro de Lula prevê algum endurecimento no discurso de Geraldo Alckmin em resposta ao sucesso da aguerrida Heloísa Helena: "Ou então o eleitor concluirá que só ela usa calças na oposição".

Dona delegada – HH fará no fim do mês um evento de campanha sobre segurança para mostrar firmeza contra o PCC. Vai se encontrar com policiais feridos e carcereiros, além das tradicionais entidades de direitos humanos.

Reciclagem – O Fome Zero naufragou e virou anexo do Bolsa-Família, mas dois de seus idealizadores, os professores da Unicamp Maya Takagi e Walter Belik, elaboram o capítulo dedicado à segurança alimentar no novo plano de governo de Lula.

Juntinhos – Sorteio entre os 16 candidatos ao governo de São Paulo deixou colados, na seqüência do horário gratuito, os programas de José Serra e Aloízio Mercadante. O tucano vem antes do petista.

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A ilha – Já o programa de Orestes Quércia (PMDB), terceiro colocado na disputa, ficará insulado entre nanicos.

Truque – Correligionários notaram que Eduardo Suplicy chega aos eventos de campanha na undécima hora, quando Mercadante já está discursando. Assim, pega a casa cheia e encerra o espetáculo.

TIROTEIO

– Ele é quem deveria lavar a boca. Está desdentado. Cada dente que perdeu é um escândalo de corrupção de seu governo.

Do senador Jorge Bornhausen (SC), presidente nacional do PFL, sobre Lula, que durante comício sábado em Recife disse que a oposição deveria lavar a boca antes de citar seu nome.

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