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Transparência eleitoral

PDT garante que divulgará doadores durante a campanha

Já Beto Richa não se posicionou sobre o assunto. Disse que vai consultar os assessores para tomar uma decisão

Osmar e Gleisi Hoffmann, em Ponta Grossa: divulgação dos financiadores de candidato favorito é inédita no Paraná | Henry Milleo/ Gazeta do Povo
Osmar e Gleisi Hoffmann, em Ponta Grossa: divulgação dos financiadores de candidato favorito é inédita no Paraná (Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo)

O senador Osmar Dias, candidato do PDT ao governo do Paraná, se comprometeu ontem, em Ponta Grossa, a publicar antes da eleição a relação dos financiadores de sua campanha neste ano. Segundo ele, isso vai ocorrer mensalmente. Já o candidato do PSDB ao governo, Beto Richa, preferiu não assumir nenhum compromisso sobre esse assunto. Disse, em Curitiba, que vai consultar sua assessoria para tomar uma decisão. "Não vou me pautar por ele [Osmar]", afirmou o tucano.

A legislação eleitoral obriga os candidatos a revelarem os doadores de campanha, mas isso pode ser feito depois da eleição. Ou seja, os candidatos, se quiserem, podem omitir dos eleitores quem está financiando suas campanhas durante o processo eleitoral. Embora legal, essa atitude é criticada por especialistas em transparência pública, pois impede que a população saiba quais são os interesses que estão por trás de cada campanha antes de decidir em quem votar.

Normalmente, os concorrentes evitam divulgar a relação de financiadores durante a campanha alegando que essas pessoas e empresas podem sofrer assédio de outros candidatos.

A decisão de Osmar, para alguém que tem reais chances de se tornar governador do Paraná, é inédita. O PV, que este ano terá o ex-vereador de Curitiba Paulo Salamuni como candidato ao Palácio Iguaçu, já adota essa medida desde as eleições de 2004. Neste ano, promete divulgar o nome dos doadores na internet diariamente. Mas, ao contrário do PDT, o PV nunca apresentou um candidato ao governo realmente competitivo.

Previsão de gastos

O senador Osmar Dias apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) uma estimativa de gastar R$ 42 milhões na campanha deste ano. Ontem, ele ressaltou que previu um teto alto porque não vai haver caixa 2. "Nós não vamos gastar R$ 42 milhões, essa foi a previsão de gastos anunciada. No entanto, posso garantir que, na nossa campanha, não haverá caixa 2", disse ele.

Já Beto Richa previu gastar R$ 27 milhões. A assessoria do tucano também assegurou que esse é um teto de despesas, que não necessariamente serão executadas.

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