O candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias, passou boa parte do dia de ontem tentando afagar o ex-governador Roberto Requião (PMDB), ex-adversário e novo aliado, que concorre ao Senado na mesma coligação que o pedetista.
Osmar negou que o plano de governo que protocolou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) seja um ataque à gestão de Requião embora, de fato, o programa de governo faça críticas indiretas à administração estadual. Segundo Osmar, o plano apenas define ações que serão desenvolvidas caso seja eleito governador.
No documento apresentado ao TRE, há críticas à situação em que o estado se encontra em áreas como segurança, saúde, educação e outros serviços públicos, que seriam "ofertados de maneira insuficiente frente à crescente demanda". Na área econômica, estaria faltando "atratividade para novos investimentos" e "planejamento estratégico". Indiretamente, ao criticar essas áreas, o plano de governo de Osmar critica a gestão de Requião, que governou o estado pelos últimos sete anos.
Em entrevista coletiva realizada em Ponta Grossa, no entanto, Osmar suavizou o tom e procurou eximir Requião de culpa. Afirmou que "nenhum governo consegue dar conta de todos os problemas em quatro ou oito anos". Mesmo assim, reconheceu que as polícias estão mal equipadas e com efetivo reduzido.
Apesar de seu plano dizer que a situação da saúde no Paraná "deixa a desejar", na entrevista exaltou a construção de hospitais no governo Requião. "Eu provoquei o Requião nos debates em 2006, dizendo que havia falta de hospitais e ele os construiu. Agora eu vou fazer os hospitais funcionarem, o que é mais difícil do que fazer [construir]." Ambos, Requião e Osmar, concorreram ao governo estadual na eleição de 2006, quando os dois trocaram acusações pesadas.
Horas depois, em entrevista coletiva em Londrina, Osmar voltou a ser questionado sobre o novo aliado. Justificou a aliança com Requião dizendo que suas diferenças com o ex-governador "foram resolvidas", do ponto de vista "legal, pessoal e político". Ele lembrou que foi aliado do peemedebista durante a maior parte da sua trajetória política, separando-se apenas em 2006. Disse ainda que voltou a se unir a Requião em prol dos interesses do estado, quando lutou no Senado para que o Paraná deixasse de ser multado pela União em R$ 5 milhões mensais em virtude do não pagamento de títulos do antigo Banestado ao comprador do banco estatal, o Itaú.
Requião, apesar dos afagos, foi o único dos principais integrantes da chapa que não acompanhou Osmar durante o giro pelo interior. Acompanharam o pedetista o candidato a vice Rodrigo Rocha Loures (PMDB) e a candidata ao Senado Gleisi Hoffmann (PT).
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