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Manifestação

Protestos na frente do Supremo e na web pedem prisão dos réus

Manifestantes levaram o “Papuda Móvel” para a frente do STF: pedido pelo fim do julgamento | Roberto Jayme/UOL/Folhapress
Manifestantes levaram o “Papuda Móvel” para a frente do STF: pedido pelo fim do julgamento (Foto: Roberto Jayme/UOL/Folhapress)

O julgamento do mensalão mobilizou manifestantes a pedirem, na frente do Supremo Tribunal Federal (STF) e nas redes sociais da internet, a prisão dos condenados. Na frente da sede do STF, em Brasília, um grupo de pessoas levou uma estrutura de madeira simbolizando um micro-ônibus com grades, o "Papuda Móvel", em referência ao principal presídio do Distrito Federal. Também foi estendida uma faixa com os dizeres "Fora corrupção!".

Na quarta-feira, outro grupo havia feito um ato semelhante na frente do Supremo. Eles montaram uma cela e, dentro, colocaram fotos de réus do mensalão, vestidos como presidiários.

Na internet, ativistas organizaram às pressas uma campanha para pressionar os ministros Celso de Mello e Cármem Lúcia a rejeitar os embargos infringentes, que podem levar a um novo julgamento de 12 dos 25 condenados no mensalão. O grupo enviou e-mails com uma carta aberta aos dois ministros. Cármem Lúcia votou contra os embargos infringentes.

De acordo com Marcelo Medeiros, membro do Movimento 31 de Julho, que organizou a campanha, os esforços foram direcionados aos dois ministros porque eles seriam aqueles que ainda não tinham posição definida.

A mensagem dizia: "Socorro, ministra Cármem e ministro Celso. Não nos restou alternativa senão pedirmos socorro diante da ameaça iminente, quase consumada, de sepultamento do resto de esperança de toda uma nação. Solicitamos encarecidamente a V. Exas., que sempre mereceram nossa admiração e confiança, que não decepcionem nosso povo já tão cético, maculando suas brilhantes biografias, ao contribuírem para impunidade de réus, já condenados e, reconhecidamente, nocivos e perversos ao Estado de direito e à própria democracia. A justiça não pode privilegiar os poderosos. O futuro do Brasil está em risco. Nossa juventude precisa confiar nas suas instituições. O acolhimento dos embargos infringentes seria um retrocesso em todos os sentidos. Queremos confiar na Justiça. Confiamos em V.Exas".

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