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Congresso

PSC decide manter Pastor Feliciano na Comissão de Direitos Humanos

O pastor não cedeu aos apelos de sua bancada e decidiu permanecer na presidência da comissão. Apesar da pressão, Feliciano afirmou que está "tranquilo" e que é um "homem sereno".

O PSC decidiu na tarde desta terça-feira (12) que vai manter o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. O partido estava reavaliando sua manutenção no cargo depois de o deputado ter sido alvo de críticas e protestos por causa de seus posicionamentos em relação aos direitos dos homossexuais e polêmicas com afrodescendentes. O pastor não cedeu aos apelos de sua bancada e decidiu permanecer na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Apesar da pressão, Feliciano afirmou que está "tranquilo" e que é um "homem sereno".

Segundo o deputado Nelson Padovani (PSC-PR), o partido consultou Feliciano, que reafirmou sua intenção de ser presidente da comissão. "É uma decisão legítima dele, o partido não pode pedir que ele renuncie depois de indicá-lo", afirma.

Ele acredita que a onda de protestos causou desgaste para Feliciano e para o PSC, mas que o partido não poderia voltar atrás. "Acho que o desgaste já houve, mas nós temos que ter identidade. Se ele corresse dessa briga, ficaria pior ainda", afirma. Além de Feliciano, o PSC conta com outros cinco membros da comissão, que tem apenas 18 membros.

"Todos ponderaram que tudo isso causa desgaste para ele", disse o deputado Leonardo Gadelha (PSC-PB), ao deixar a reunião que confirmou a permanência de Feliciano no comando da comissão.

Pelo menos duas centenas de manifestantes tomaram conta da entrada principal e de corredores da Câmara para protestar contra a eleição de Feliciano para a comissão. Acusado de homofobia e racismo, o pastor anda na Câmara rodeado de seguranças. Ele prometeu fazer um pronunciamento nesta quarta-feira (13) à tarde, durante a primeira reunião da comissão.

Mais cedo integrantes do PT, do PSOL e do PSB na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados protocolaram pedido de mandados de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a sessão que elegeu o deputado como presidente do colegiado.

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