
O Tribunal Superior Eleitoral nos informou que somos 158,7 milhões de eleitores. São 2 milhões e pouco a mais que na última eleição presidencial, em 2022. O estado com mais eleitores é São Paulo, seguido por Minas Gerais – os dois juntos têm muito mais eleitores que o Nordeste inteiro. Depois vêm Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. As mulheres superam os homens em 9 milhões.
O interessante é que os jovens estão meio decepcionados com a política. Os políticos não estão à altura das expectativas dos jovens de 16 e 17 anos, porque caiu em 14% a inscrição de jovens que podem votar, mas não têm obrigação. Quem tem mais de 70 anos também não é obrigado a votar, mas eu aconselho: não abra mão do direito do voto, não deixe que outros decidam por você. Em 2022, 25% do eleitorado não votou, ou votou em branco, ou anulou o voto. Neste ano, isso daria 40 milhões de brasileiros, é muita gente. Então, vamos votar e exercer esse direito que também é uma obrigação. Não deixe que os outros escolham por você.
WhatsApp: entre no grupo e receba as colunas do Alexandre Garcia
E pense com a sua cabeça. Sei que há muito fanatismo, em que a pessoa vota porque alguém mandou. Pense com a sua cabeça, escolha quem tem condições de administrar esse país com a herança que vai receber se for vitorioso. Que seja alguém que tenha condições de desempenhar bem nos debates.
Cultura da violência de pais contra filhos fez mais uma vítima
Uma tragédia aconteceu em Itapiranga (AM). Um pai quis repreender o filho de 6 anos, agredindo-o com uma mochila. Mas dentro dela havia facas de pesca, e elas furaram as costas do menino, que foi levado para o hospital e morreu. Certamente o pulmão foi perfurado, o hospital não tinha recursos para socorrê-lo, ou não tinha médico, ou o médico era mal formado, como já aconteceu lá no Amazonas mesmo, quando uma criança em Manaus morreu porque a médica não sabia o que fazer. O Brasil é um dos países com mais escolas de Medicina, uma produção em série.
O pai não matou o filho de propósito, mas o que ele fez demonstra uma cultura de ignorância, de decidir pela violência. O pai tem 24 anos; significa que ele foi pai aos 18 anos. Essa cultura é algo horrível. Nós vimos o outro caso, do pai que chutou o rosto de uma menina que vinha chorando atrás dele na rua. O dono de uma academia de ginástica estava do outro lado da rua, viu e quis interferir, mas o pai ameaçou: “não se meta que vai sobrar para você também”. Foi tudo registrado por câmeras, e o pai violento ainda está preso.
VEJA TAMBÉM:
Pobre povo cubano – mas a ditatura está em dificuldades
Eu já trabalhava em rádio e noticiei as atividades de Fidel Castro na Sierra Maestra em 1957 e 1958. No dia 1.º de janeiro de 59, ele tomou o poder, e a ditadura comunista dura até hoje. Pobre do povo. Eu ouvia a Rádio Havana, com aquelas orquestras maravilhosas dos cassinos de Havana. Cuba era o país mais florescente da América Latina. Depois da revolução, o pessoal da esquerda brasileira ia lá para ajudar a colher cana para produzir açúcar. Hoje acho que já nem existe mais cana para ser colhida. Só sobrou o Porto de Mariel, construído com nosso dinheiro, benefícios de Lula e garantia de charuto.
Cuba não tem petróleo porque a Venezuela parou de enviar. A Rússia mandou um navio, que voltou porque Trump não deixou. A presidente do México ajudou com um navio, mas foi o último, porque Trump disse a ela que escolhesse o parceiro: ou Cuba, ou Estados Unidos. Ainda há presos políticos, há perseguição política. A nomenklatura cubana ainda tem os seus luxos, mas o povo não. É tudo uma grande tristeza, mas registro aqui porque parece que isso está acabando.
Diosdado Cabello agora virou ajudante dos Estados Unidos na Venezuela
Vocês se lembram de Diosdado Cabello, mais tirano que Maduro na Venezuela? Pois agora ele tá agindo como intermediário dos Estados Unidos, ajudando os norte-americanos. Após o terremoto, helicópteros e soldados americanos estão ajudando no resgate, mandando material humanitário, e Diosdado Cabello está no meio. Ele é processado pela Justiça americana por tráfico de cocaína, há uma oferta de US$ 25 milhões pela cabeça dele, ele está registrado como violador de direitos humanos pela ONU, mas parou de vestir camisa vermelha, está fazendo de tudo como serviçal dos americanos para ver se consegue garantir um futuro que não seja igual ao de Maduro, na prisão.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Alexandre Garcia começou sua trajetória no jornalismo na década de 70. Trabalhou na Globo, onde passou pelos principais telejornais da emissora. Hoje atua como comentarista em 32 jornais e 210 rádios. É um dos nomes mais respeitados da imprensa brasileira, por sua expertise e opiniões contundentes, exercendo grande influência na mídia nacional. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



