Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante audiência na CCJ da Câmara dos Deputados.| Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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O depoimento desta terça-feira do ministro da Justiça, Flávio Dino, não foi um fracasso, mas foi um anticlímax. Todo mundo esperava muita coisa desse depoimento na Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo ex-presidente do PT Rui Falcão. Houve muitas perguntas, as primeiras a respeito da Favela da Maré, e aí começou um bate-boca que chegou a um ponto incontrolável, e então o presidente da comissão encerrou a sessão. O que sobrou foi um dado pitoresco, que eu ainda não consegui entender: atrás do ministro, à direita dele, meio na diagonal, havia um assessor que acompanhava com os lábios o que o ministro dizia, inclusive as expressões faciais e os gestos; parecia coisa de ventríloquos, foi uma coisa muito interessante de observar.

Juscelino Filho está encrencado mais uma vez

Eu queria falar mais uma vez do ministro Juscelino Filho, porque o Estadão descobriu – o que infelizmente não é raro no Congresso Nacional – que o ministro empregava em seu gabinete na Câmara dos Deputados o piloto e o gerente do haras dele. Os dois juntos ganhavam R$ 18 mil. E o suplente ainda contratou o tio de Juscelino. Ele foi ser ministro, deu as costas para os que o elegeram deputado, não perguntou para nenhum eleitor se podia largar tudo, mas largou, na ânsia de ser ministro, de ser demissível na hora que o presidente não gostasse mais da cara dele, e aí se tornou homem ainda mais público. Suas pegadas estão sendo examinadas depois de terem denunciado que ele pegou um avião da Força Aérea, fez umas visitas em São Paulo e depois foi a uma hípica ser homenageado, fora a história da estrada para a fazenda dele, asfaltada com dinheiro público. Está aí o ministro exposto outra vez.

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Tarcísio tem crise renal em Londres

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi a Londres para atrair investidores para parcerias público-privadas, privatizações, investimentos em geral, financiamentos, teve reuniões com banqueiros e investidores, e teve uma crise renal. Foi hospitalizado na noite de segunda-feira e em seguida teve alta. Existem métodos não incisivos para destruir as pedras nos rins, que provocam grande dor. Mas ele está em repouso, será preciso investigar daqui a um dia ou dois se houve alguma inflamação no canal que liga os rins e a bexiga.

Os chocantes ataques em escolas no Brasil e nos EUA

Queria concluir falando deste ataque a faca por parte de um aluno de 13 anos, que matou uma professora de 71 anos, feriu outro aluno e mais três professores em São Paulo. Há 30 anos repousa no Senado um projeto pra mudar a Constituição e alterar a idade penal. Porque quem tem 13 anos sabe muito bem que não pode matar. Assim que alguém começa a ter noção de valores, estando em um lar que dê bons exemplos, a criança aprende logo que matar é um crime muito grave. É preciso pensar sobre isso.

Ataques em escola sempre chocam. Em Nashville, no Tennessee (EUA), Audrey Hale, uma ex-aluna de uma escola presbiteriana para crianças, agora com 28 anos, com raiva da escola, entrou lá armada com uma pistola, uma carabina 9 milímetros e um fuzil, matou três crianças de 9 anos e três adultos de 60 anos. Só não matou mais porque foi abatida pela polícia.

Não é porque aconteceu em uma escola presbiteriana, mas é preciso que valores sejam incutidos na cabeça das pessoas que estão perdendo a noção do que é certo e do que é errado, do que é o bem e do que é o mal. Esse caso dessa moça nos Estados Unidos é raro também porque, em geral, esses ataques em escolas são feitos por rapazes, por homens, é raríssimo uma mulher entrar armada e atacar.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]
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