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O que Bolsonaro fez na segurança pública em 2019
O presidente Jair Bolsonaro e o agora ex- ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.| Foto: Evaristo Sá/AFP

O Podemos quer Sergio Moro como candidato à presidência da República. Não resta dúvida que é uma boa escolha. O ex-ministro tem uma força popular muito grande, talvez a maior do lado que poderia ser uma oposição a uma provável reeleição do atual presidente.

Bolsonaro está sendo atrapalhado pelo quarto poder, pelo coronavírus, pelas pressões do Supremo e pelo Legislativo. Provavelmente, o presidente vai dizer que não o deixaram governar e por isso ele precisaria de um segundo mandato.

O pessoal está fazendo uma imensa propaganda para ele, já que falam nele o dia inteiro. Bolsonaro já foi ajudado pela mídia durante a eleição, porque todos falando dele o tempo todo. Nem era preciso fazer propaganda. O noticiário ainda não percebeu isso.

Mais um crime hediondo

O Podemos, através do seu líder deputado Leo Moraes, está pedindo que o Código de Processo Penal crie mais um crime hediondo. Esse seria o de desvios de verba pública durante crises sanitárias.

Muito bem lembrado por parte do partido. Porque parece que não estão desviando pouco. Está tendo superfaturamento em quase tudo, desde aventais, luvas, máscaras, caixões e até abertura de covas.

Já houve a operação Alquimia, na Paraíba, para acabar com a prática no estado. O subsecretário de saúde do Rio de Janeiro, Gabriel Neves, já foi preso por desvios em uma das compras de respiradores.

Tem uma comissão na Câmara que vai investigar os superfaturamentos até o final do ano. Além disso, a Polícia Federal formou com um grupo especial para ficar de olhos nos desvios de verba pública durante a pandemia.

Espero que a polícia prenda quem se aproveitou da Covid-19 para aumentar o faturamento. Tomara que as condenações sejam para valer e que não fique se arrastando em todas as instâncias da Justiça.

PT quer proibir manifestações

O PT queria que fosse proibida uma passeata que vai ter em Brasília contra o Supremo Tribunal Federal. O Partido dos Trabalhadores encaminhou ao Supremo um pedido de liminar.

O ministro Celso de Mello negou o pedido, alegando que a Constituição não permite esse tipo de restrição. No art. 5 fica claro que é um direito fundamental reuniões em armas e a liberdade de manifestação do pensamento.

Isso vale desde a nova Constituição, no entanto, a gente vê o noticiário criticando as palavras de ordem da manifestação do domingo (3) que foi contra o Congresso e o STF. Como se a mídia não soubesse que é esse artigo que garante a liberdade do jornalismo.

Passeio do presidente

O presidente da República falou que ia fazer um churrasco esse fim de semana e depois foi andar de jet ski. Criticaram ele por estar andando de jet ski sem máscara, é o cúmulo. Se ele estivesse sem calção, era atentado ao pudor.

Exame de Bolsonaro

O Superior Tribunal de Justiça disse que é um direito do paciente não mostrar exames. Parece que era uma razão de Estado, não sei, queria saber se Bolsonaro já tinha pegado a Covid-19.

O presidente, que é cabeça dura, disse que tem o direito por lei de não mostrar os exames que fez contra o vírus. Ele não mostrou os resultados. Agora o STJ disse que não há necessidade.

Se esse presidente for aberto, daqui a pouco vão querer saber se ele teve alguma doença sexualmente transmissível quando tinha 18 anos. É incrível a possibilidade de quererem saber isso.

Entrevista de Regina Duarte

Regina Duarte foi vítima de uma inquisição na CNN. Eu postei no Twitter minha solidariedade a ela, eu sou suspeito em defendê-la, porque somos amigos. A crítica em geral diz que ela minimizou os mortos na ditadura.

Eu fui olhar os números da Comissão da Verdade, segundo o colegiado, de 1946 a 1988, foram mortos 434 brasileiros. Só que 210 desapareceram, ou seja, não foram comprovadamente a óbito. O que são 224 mortos em 42 anos? Sendo que em um dia 751 pessoas morreram em decorrência da Covid-19.

Maia candidato à reeleição

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que não haverá nenhum impeachment nem hoje e nem nos próximos anos se depender dele. Certamente, essa decisão foi para ter o apoio na reeleição como presidente da Casa, já que é candidato.

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