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Senado dá prioridade à CPI da Covid enquanto projetos importantes, como o novo marco das ferrovias, aguardam votação há anos.| Foto: Divulgação/MInfra

Eu assisti uma entrevista sensacional na Gazeta do Povo, conduzida pela jornalista Cristina Graeml, com a estudante Elisa Flemer, de 17 anos, que fez o ensino médio em casa, em Sorocaba (SP). Ela passou no vestibular, mas foi impedida pela Justiça de se matricular na faculdade por não ter a comprovação de histórico escolar.

Elisa conta que não aguentava mais as aulas regulares do ensino médio porque estava muito à frente no conteúdo. Chegou a mudar de escola, mas se sentiu entediada. Então, ela optou pelo homeschooling e fez vestibular.

A adolescente ficou em quinto lugar em Engenharia Civil na USP, mas não poderá cursar porque, segundo a juíza Erna Tecla Maria, do Tribunal de Justiça de São Paulo, a jovem não tem "maturidade" para entrar na universidade. Isso é gravíssimo.

Que país é esse? Em um país sério que aposta em prêmios Nobel essa moça teria todo o apoio para ingressar na universidade. Nunca é demais lembrar: nós temos zero prêmios Nobel, a Argentina tem cinco.

No entanto, o Brasil puxa para baixo os alunos. Aqui é a união da mediocridade. Eu fico envergonhado. Os EUA mal tinham se estabelecido como colônia e já tinham uma faculdade. Aqui é o contrário.

Há movimentos no governo que apoiam o homeschooling. Porque quem quer estudar em casa está acima da média e precisa de estímulo.

Atraso ferroviário

Desde 2018 está parado no Senado um projeto de lei que institui um novo marco das ferrovias no Brasil, que pode gerar a curto prazo R$ 25 bilhões em investimentos. Um sinal claro do atraso estratégico do Brasil é um país deste tamanho não investir em ferrovias.

Esse projeto cria uma nova “rede ferroviária” no país. O objetivo é que uma empresa interessada em construir a malha ferroviária construa e possa usufruir dela depois que a obra estiver pronta. Não seria necessário licitação.

Já há até quatro grandes projetos encaminhados caso esse texto seja aprovado. Uma dessas ferrovias vai de São Mateus (ES) a Sete Lagoas (MG), uma distância de 560 km. Outra vai de Açailândia (PA) a Alcântara (MA), uma malha de 515km.

As outras duas malhas vão ligar Luiziânia (GO), Unaí (MG) e Pirapora (MG); e Lucas do Rio Verde (MT) a Rondonópolis (MT). Ambas passam por grandes regiões produtoras. Por enquanto está tudo parado e irá continuar assim porque agora os senadores estão ocupados com essa CPI da Covid.

Denúncia contra governador do AM

Nesta segunda-feira (26), a Procuradoria-Geral da República mandou para o Superior Tribunal de Justiça uma denúncia contra o governador do Amazonas, Wilson Lima, o vice e mais 16 pessoas por supostos desvios nas compras de respiradores para pacientes com coronavírus.

É por isso que mandam os pacientes para casa quando eles têm sintomas da doença? Para vender mais respiradores?

Asfalto novo sem propina

O presidente Jair Bolsonaro foi à Bahia inaugurar mais um trecho de asfalto novo. Mas esse asfalto é de verdade porque não tem mais propina envolvida. Isso acabou! Por isso, a gente entende que alguns políticos fiquem bravos. Como quando a Transpetro disse que o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que quer ser relator da CPI, recebeu R$ 32 milhões em propina.

O presidente aproveitou a conversa com populares para avisar que não mandou fechar nada durante a pandemia. Ele precisa repetir isso para esclarecer o eleitor.

Antes nós, jornalistas, primávamos por liberdade. Hoje parece que torcemos para o totalitarismo. Porque esses profissionais se calaram quando o STF acusou um jornalista e um deputado de atentarem contra a Corte.

Agora, a gente está denunciando quem não está usando máscara, mas isso é coisa de comissário de quarteirão do tempo da União Soviética. Falam para as pessoas ficarem em casa durante a pandemia, isso é treino de submissão. Os jornalistas estão tentando assustar a população.

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