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Propostas para o fim da reeleição engatinham no Congresso

Flávio Bolsonaro apresentou uma PEC sobre o fim da reeleição. Em sua propaganda eleitoral, também afirmou que não concorrerá à reeleição se for eleito. (Foto: Isaac Fontana/EFE)

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O fim da reeleição – tão falando por outros presidentes e nada confirmado – entrou na pauta de campanha. Flávio Bolsonaro (PL) falou abertamente que, se eleito, não será candidato novamente. Lula da Silva (PT) já trata do assunto, mas nunca em seus mandatos. Fato é que há tratativas (sem muito esforço) de bancadas suprapartidárias para colocar uma PEC em pauta a partir do ano que vem, seja quem for o presidente, para uma minirreforma eleitoral sobre isso.

A ideia é aumentar o mandato de quatro para seis anos – inclusive para quem já está no cargo – e conciliar a eleição presidencial com as municipais. Isso é pauta antiga de tribunais regionais e de muita gente poderosa no TSE, por se tratar de uma economia significativa na logística e em custos totais. E alivia o país de debater eleição a cada dois anos.

Milícia

Em sua propaganda eleitoral no rádio e TV, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) incluiu há dias a palavra milícia quando cita o combate a crime organizado. Antes citava apenas narcotraficantes do PCC e CV, as conhecidas facções que se expandiram nacionalmente. Fato é que a milícia também não é só mais um problema do Rio. Flávio se blinda, a tempo, de eventuais críticas de que possa estar protegendo milicianos.

Asas do poder

O senador Cleitinho (Rep), candidato ao governo de Minas, adotou nas últimas semanas a estratégia de não ir a debates e sabatinas. O que não combina nada com seu estilo estridente, tão usual nas redes sociais. Ele reclama tanto dos buracos das estradas que tem feito campanha (e vindo a Brasília) nas asas de um avião (PP-ISI) de Advaldo José de Oliveira, que tem bons contratos com a prefeitura de Patos de Minas.

Alcolumbre sumiu

Quem procurou ontem o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, até para assuntos urgentes, encontrou telefone desligado e gabinete vazio. Ele ficou incomunicável durante todo o dia, segundo contam contatos no Congresso.

Resumo da Corte

Ontem foi dia de tiroteio verbal entre ministros: Edson Fachin como o velhinho perdido na praça no meio do bang-bang; Flávio Dino como bobo da Corte e Gilmar Mendes como Enrolador Geral da República tentaram derrubar a sessão com pavonices. Alexandre de Moraes com sangue nos olhos; e Luiz Fux dando aula de juridiquês.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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