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Cris Graeml critica proposta de alfabetização digital para “tios do zap”
| Foto: Reprodução/ Instagram

Cris Graeml, jornalista e pré-candidata a prefeita de Curitiba, comentou à coluna Entrelinhas sobre a intenção da ministra Carmen Lúcia de “alfabetizar os tios do zap” sob pretexto de “combater fake news”. Segundo Graeml, a proposta de alfabetização digital para os "tios do zap" é uma estratégia para tentar “empurrar a narrativa lulista de que as pessoas mais velhas, que são majoritariamente conservadoras, não têm capacidade de discernir a verdade da mentira”.

Graeml também rebateu a ideia de que os conservadores são os principais disseminadores de fake news e discurso de ódio, afirmando que, na realidade, as únicas redes de milícias digitais comprovadamente envolvidas em tais práticas eram ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT), citando o "Mensalinho do Twitter" e a "mind 8" como exemplos. Ela sugeriu que seria mais eficaz o TSE oferecer cursos de ética ou educação moral e cívica para jovens, a fim de combater a manipulação por parte de professores e da mídia extremista de esquerda.

Naná Botton, presidente nacional do grupo "Tias e Tios do Zap", também falou à coluna Entrelinhas sobre a proposta da ministra. Naná expressou sua opinião de que muitos desses indivíduos já possuem uma habilidade significativa em identificar informações falsas. "É importante ressaltar que muitas dessas agências de checagem de fatos acabam, elas mesmas, disseminando desinformação", afirmou. Ela enfatizou que os membros de seu grupo acumulam vasta experiência de vida e gestão política, e já vivenciaram várias administrações de diferentes presidentes, senadores e prefeitos, contrastando com a realidade atual, na qual, segundo ela, “a educação muitas vezes é desvalorizada e os valores parecem estar distorcidos”.

A líder dos grupos de WhatsApp também destacou a importância do trabalho realizado pela organização em apoiar e cobrar os representantes políticos em todo o país, desde o Amapá até o Rio Grande do Sul. Naná Botton rejeitou a necessidade de um curso indicado pelo TSE para identificar fake news. "Se precisarmos de ajuda, temos outros recursos confiáveis”, explicou, citando a Gazeta do Povo como exemplo de jornalismo “que investe seu tempo e dinheiro para garantir a veracidade das informações".

Conteúdo editado por:Mariana Braga
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