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Franklin Ferreira

Franklin Ferreira

Escritura

A celebração do plano eterno de Deus em Efésios 1,3-14

Efésios Paulo salvação trindade
Detalhe da "Adoração da Trindade", de Albrecht Dürer. (Foto: Wikimedia Commons/Domínio público)

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A linguagem humana parece insuficiente para expressar a majestade e graça de Deus. É o que acontece em Efésios 1,3-14. Depois da saudação inicial da carta, Paulo contempla a grandeza da salvação e, diante dela, parece incapaz de interromper seu louvor. No texto grego, os versículos 3 a 14 formam uma única frase. Não há pausas. É como se uma verdade conduzisse a outra, e esta, a outra, até que toda a passagem se transformasse num impressionante hino de adoração.

E não é difícil compreender por quê. Paulo contempla a salvação desde a eternidade passada até a eternidade futura. Ele nos leva para antes da criação do mundo, mostra-nos o Filho derramando seu sangue na cruz e termina contemplando a herança garantida pelo Espírito Santo. Mais do que isso, encontramos aqui uma das mais belas revelações da obra da Santíssima Trindade em toda a Escritura. O Pai escolhe. O Filho redime. O Espírito Santo sela. A salvação é inteiramente obra do Deus único e trino.

E três vezes, ao longo desta passagem, Paulo repete a mesma expressão: “para louvor da sua glória” (1,6.12.14). Esta é a chave do texto. O objetivo último da redenção não é o homem. Não somos o centro da história. Não somos o objetivo final do plano divino. O Pai salva para a glória do Pai. O Filho salva para a glória do Filho. O Espírito salva para a glória do Espírito. E porque o Pai, o Filho e o Espírito compartilham a mesma natureza divina, a mesma majestade e a mesma glória, toda a salvação redunda em glória ao único Deus verdadeiro. E é precisamente isso que veremos nesta passagem.

1. O Pai é o autor da eleição (1,3-6)

Paulo inicia exaltando o Pai: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1,3). Observe quem ocupa o centro da frase: é Deus. O Pai é o sujeito dos principais verbos desta seção. Ele abençoa. Ele escolhe. Ele predestina. Ele adota. Ele comanda todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. A iniciativa pertence inteiramente a Deus. Vivemos numa cultura que celebra a autonomia humana. Gostamos de pensar que somos “o senhor de meu destino; [...] o capitão de minha alma” (nas palavras de William Ernest Henley em Invictus). Mas Paulo destrói essa ilusão. Ele nos leva para antes da fundação do mundo. Antes de existirmos. Antes de praticarmos qualquer obra boa ou má. Antes mesmo da criação do universo. E ali encontramos Deus.

Quando Paulo afirma que Deus nos abençoou “com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo”, ele nos conduz a uma realidade que ultrapassa nossa plena compreensão. Trata-se da esfera onde Cristo reina exaltado acima de toda autoridade, à qual os crentes já foram unidos pela graça e onde a glória de Deus é manifestada. Contudo, essa mesma esfera é também palco de conflito espiritual, pois ali atuam as forças malignas que combatem o povo de Deus até a consumação de todas as coisas.

Cada crente é uma prova de que o Pai salva pecadores não por mérito, desempenho ou dignidade, mas por sua livre e soberana misericórdia

“Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele” (1,4). Infelizmente, muitos transformam a doutrina da eleição em campo de batalha teológico. Paulo faz exatamente o oposto. Ele a transforma em motivo de adoração. Observe o que o texto não diz. Não diz que Deus escolheu porque previu méritos. Não diz que Deus escolheu porque viu quem responderia positivamente ao evangelho. Não diz que Deus encontrou algo digno de amor em nós.

O texto afirma: “Deus nos escolheu”. A iniciativa é divina. A salvação nasce na decisão do Pai. Não somos escolhidos porque cremos. Cremos porque fomos escolhidos. Longe de produzir orgulho, essa verdade destrói toda a arrogância. Se Deus nos escolheu antes da fundação do mundo, então nada em nós pode servir de fundamento para nossa salvação. Tudo é graça. Tudo é misericórdia. Tudo é dom.

O frei Masseo perguntou a Francisco de Assis, de forma insistente, por que todo o mundo o seguia – um homem simples, sem grande cultura, beleza ou nobreza. Francisco, após ser interpelado duas ou três vezes, respondeu com profunda humildade: “Porque os olhos santíssimos de Deus não encontraram entre os pecadores ninguém mais vil, mais imperfeito e maior pecador do que eu. Por isso, para realizar a obra maravilhosa que Ele quer fazer, escolheu a mim, a criatura mais vil da terra, para confundir a força, a beleza, a grandeza, a nobreza e a sabedoria do mundo...” (Fioretti di San Francesco).

Mas Paulo prossegue: “para sermos santos e irrepreensíveis diante dele”. Deus escolheu pecadores para torná-los santos. A santidade não é a causa da eleição. É seu resultado. O Pai não apenas escolhe. Ele transforma. Ele molda. Ele conforma seu povo à imagem de Cristo. A eleição conduz à piedade. Ela produz amor a Deus. Produz arrependimento. Produz obediência. Produz desejo crescente de santidade.

Paulo acrescenta ainda: “Em amor”. O fundamento da eleição está no amor eterno de Deus. Moisés disse a Israel: “O Senhor os amou e os escolheu” (Dt 7,7). E esta continua sendo a explicação final. Por que Deus amou? Porque quis amar. Por que escolheu? Porque quis escolher. A razão última encontra-se no próprio Deus. O Pai amou livremente. O Pai escolheu soberanamente.

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E esse amor manifesta-se de forma ainda mais surpreendente: “Nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo” (1,5). O propósito do Pai não era simplesmente cancelar nossa culpa. Era receber-nos como filhos. E nós, que éramos inimigos, somos recebidos como filhos. Que privilégio extraordinário! Não somos apenas perdoados. Somos amados.

E tudo isso acontece “segundo o propósito de sua vontade”. Nenhuma força obrigou Deus a agir. Nenhuma necessidade o constrangeu. A salvação nasce da alegria soberana do Pai. Ele encontrou prazer em manifestar graça.

Qual é o resultado? “Para louvor da glória de sua graça” (1,6). Aqui encontramos o primeiro refrão desta grande doxologia. A eleição existe para exibir a glória da graça.

Quando olhamos para a igreja, devemos contemplar um monumento vivo da graça de Deus. Cada crente é uma prova de que o Pai salva pecadores não por mérito, desempenho ou dignidade, mas por sua livre e soberana misericórdia. Essa verdade destrói nosso orgulho e nos conduz à humildade. Diante de tão grande salvação, resta-nos curvar-nos em reverência, erguer a voz em gratidão e viver para o louvor da glória da sua graça.

2. O Filho redime os eleitos (1,7-12)

Depois de contemplar o plano eterno do Pai, Paulo dirige nossos olhos para a obra do Filho. O amor ordenado na eternidade manifesta-se agora dentro da história. Aqueles que foram escolhidos antes da fundação do mundo precisaram ser resgatados dentro do tempo. A eleição exigiu redenção.

Há momentos em que não entendemos os caminhos de Deus. Há perdas que não conseguimos explicar. Mas sabemos que o Pai continua governando todas as coisas por meio do Filho

Por isso Paulo escreve: “No Amado [...] temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (1,7). Observe a linguagem do apóstolo. Em Jesus não temos apenas um exemplo moral ou um mestre religioso. Temos redenção. A palavra utilizada por Paulo evoca o mundo dos escravos. Refere-se ao pagamento de um preço para libertar alguém do cativeiro. E essa é exatamente a condição em que nos encontrávamos. Éramos escravos do pecado. Escravos do diabo e demônios. Escravos de desejos desordenados. Incapazes de agradar a Deus. Mas Cristo veio para libertar seu povo. E qual foi o preço dessa libertação?

“Pelo seu sangue”. Não obras humanas. Não méritos religiosos. Mas pelo precioso sangue do Filho de Deus. Toda a história bíblica converge para esse momento. Os sacrifícios do Antigo Testamento apontavam para ele. Os profetas anunciavam sua chegada. As promessas aguardavam seu cumprimento. E finalmente o Filho veio ao mundo. Na cruz, a justiça divina e o amor divino encontraram-se de maneira perfeita. Ali Deus permaneceu justo. E ali Deus justificou pecadores. Ali o pecado foi condenado. E ali pecadores foram perdoados. Ali o Filho suportou aquilo que merecíamos para que recebêssemos aquilo que jamais poderíamos conquistar.

Por isso Paulo fala da “remissão dos pecados.” A dívida é cancelada. A condenação é retirada. O passado não define mais a identidade do cristão. Os pecados são perdoados. Talvez alguns dos leitores de Paulo carregassem lembranças dolorosas de idolatria, imoralidade, violência, orgulho ou incredulidade. Mas Paulo aponta para Cristo e declara: Há redenção. Há remissão. Porque o sangue de Cristo é suficiente para o pior dos pecadores.

E tudo isso acontece “segundo a riqueza da sua graça”. Que expressão extraordinária! A graça de Deus é uma fonte inesgotável. Quanto mais compreendemos a profundidade do nosso pecado, mais admiramos a abundância da graça que nos alcançou.

Mas Paulo não permanece apenas no perdão. Ele nos leva a contemplar algo ainda maior. Ele afirma que Deus nos revelou “o mistério da sua vontade” (1,9). No Novo Testamento, mistério não significa algo irracional ou impossível de entender. Significa algo que esteve oculto e agora foi revelado por Deus. E qual é esse mistério? Ao longo da carta, Paulo mostrará que Deus decidiu unir judeus e gentios em um único povo por meio da cruz. Agora Cristo derruba o muro de separação. A cruz cria uma nova humanidade. O povo de Deus torna-se o lugar onde homens e mulheres de todas as tribos, línguas e nações são reconciliados com Deus e uns com os outros.

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Paulo, então, amplia nosso horizonte. O propósito de Deus não é apenas salvar indivíduos, mas restaurar toda a criação em Cristo. Por isso ele afirma que, na “plenitude dos tempos”, Deus fará convergir nele “todas as coisas, tanto as do céu como as da terra” (1,10). Aqui encontramos uma das mais grandiosas declarações da Escritura sobre o sentido da história. Cristo já reina à direita do Pai, mas ainda aguardamos a manifestação plena e universal desse reinado. Vivemos entre a vitória conquistada na cruz e sua consumação final, entre o Dia D e o Dia V. Por isso o mundo continua marcado pela fragmentação, pelo conflito e pelos efeitos do pecado.

Entretanto, Deus conduz a história para um desfecho glorioso. Chegará o dia em que toda a criação será renovada e tudo estará perfeitamente submetido ao senhorio de Cristo. A igreja militante e a igreja triunfante, os santos da terra e do céu, juntamente com toda a criação, serão reunidos sob o governo daquele que é o cabeça de todas as coisas. Essa é a esperança cristã: o futuro pertence a Cristo. Aquele que foi coroado com espinhos será reconhecido como Rei do universo. Aquele que morreu na cruz reunirá sob seu cetro tudo aquilo que o pecado dividiu, estabelecendo para sempre seu reino de justiça, paz e glória.

Essa esperança transforma nossa maneira de viver. Quando olhamos para o mundo e vemos desordem, lembramo-nos de que Cristo reina. Quando observamos a decadência moral da sociedade, lembramo-nos de que Cristo reina. Quando enfrentamos sofrimentos pessoais, lembramo-nos de que Cristo reina. Nada escapa ao seu governo.

Por isso Paulo prossegue: “Em Cristo fomos também feitos herança” (1,11). Em Cristo nos tornamos herança de Deus. Somos seu povo adquirido. Sua propriedade peculiar. Seu tesouro precioso. E tudo isso ocorre porque fomos “predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade”. Talvez esta seja uma das maiores declarações sobre a soberania divina em toda a Escritura. Deus faz todas as coisas. Todas. A história inteira encontra-se debaixo da sua mão soberana.

Essa verdade oferece conforto profundo aos crentes. Porque há momentos em que não entendemos os caminhos de Deus. Há perdas que não conseguimos explicar. Há sofrimentos que parecem sem sentido. Há perguntas sem resposta. Mas sabemos que o Pai continua governando todas as coisas por meio do Filho.

O evangelho não é uma opinião religiosa entre muitas outras. Não é uma preferência cultural. Não é uma experiência subjetiva. É a verdade

Paulo conclui esta parte afirmando: “A fim de sermos para louvor da sua glória” (1,12). Aqui encontramos novamente o refrão que atravessa toda a passagem. O Filho redime para o louvor da sua glória. Toda a obra de Cristo possui um objetivo supremo: sua exaltação. Fomos redimidos. Fomos perdoados. Recebemos uma herança. Tudo isso existe para que a glória de Cristo seja vista, admirada e celebrada. Por isso, a vida cristã encontra sua verdadeira alegria quando deixa de girar ao redor do próprio eu e passa a girar ao redor de Cristo.

3. O Espírito Santo aplica a salvação aos eleitos (1,13-14)

Depois de contemplar o amor eterno do Pai e a obra redentora do Filho, Paulo volta-se para a atuação do Espírito Santo. A salvação planejada na eternidade e conquistada na cruz é aplicada ao coração dos pecadores. E esta é precisamente a obra do Espírito.

Por isso Paulo escreve: “Nele também vocês, depois que ouviram a palavra da verdade, o evangelho da salvação, tendo nele também crido, receberam o selo do Espírito Santo da promessa” (1,13). Observe a sequência. Primeiro, o evangelho é anunciado. Depois, ele é ouvido. Em seguida, é crido. E então o Espírito Santo sela o crente. Paulo não opõe a soberania de Deus aos meios da graça. O Espírito Santo age através da Palavra. Deus decidiu salvar pecadores mediante “a palavra da verdade”.

Num mundo marcado pela confusão espiritual e pela relativização da verdade, essa expressão possui enorme importância. O evangelho não é uma opinião religiosa entre muitas outras. Não é uma preferência cultural. Não é uma experiência subjetiva. É a verdade. A fé cristã repousa sobre fatos históricos interpretados pela revelação divina.

Mas Paulo destaca: “receberam o selo do Espírito Santo da promessa”. A imagem do selo era familiar no mundo antigo. Reis, governadores e proprietários utilizavam seus selos para identificar aquilo que lhes pertencia. O selo comunicava autenticidade, propriedade e proteção. Quando Paulo afirma que fomos selados pelo Espírito, está dizendo que Deus colocou sobre seu povo a marca da sua posse. O cristão pertence a Deus. O Espírito Santo é a marca divina gravada sobre os redimidos.

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Georg Maior, discípulo de Lutero, resumiu essa verdade de forma admirável: “Se quiser ser selado com o Espírito Santo, deve ouvir a Palavra e crer nela”. Todo aquele que está unido a Cristo pela fé recebeu o Espírito Santo. Essa verdade traz enorme conforto aos crentes. Nossa segurança repousa na fidelidade de Deus. O selo foi colocado por ele. E aquilo que Deus sela ninguém pode destruir.

Mas Paulo ainda acrescenta outra imagem: “O Espírito é o penhor da nossa herança” (1,14). O Espírito não é apenas um selo. Ele é também um penhor. É a garantia concreta de Deus de que a obra iniciada será completada. A salvação ainda não chegou à sua consumação final. Mas Deus não nos deixou sem garantias. O Espírito habita em nós como a primeira parcela da herança futura. O Espírito é a presença do futuro dentro do presente. É a realidade do século vindouro (1,21) habitando em nós agora.

Por isso Paulo escreve: “até o resgate da sua propriedade”. No Antigo Testamento, Deus chamou Israel de sua herança peculiar. Agora, em Cristo, judeus e gentios tornam-se um único povo pertencente ao Senhor. Somos sua propriedade. Seu povo adquirido. E o mesmo Deus que nos comprou não abandonará aquilo que lhe pertence. E por isso podemos caminhar com confiança, sabendo que aquele que iniciou a boa obra também a completará no Dia de Cristo Jesus.

Paulo encerra esta seção repetindo pela terceira vez o grande refrão do texto: “Em louvor da sua glória”. O Pai elege para louvor da sua glória. O Filho redime para louvor da sua glória. O Espírito sela para louvor da sua glória. Toda a salvação é trinitária. Toda a salvação é graciosa. Toda a salvação existe para a exaltação do Deus trino.

Conclusão

Ao chegarmos ao fim desta magnífica passagem, compreendemos por que Paulo não conseguiu conter seu louvor. O apóstolo nos levou para antes da fundação do mundo, quando o Pai nos escolheu em seu amor soberano. Conduziu-nos à cruz, onde o Filho derramou seu sangue para redimir pecadores. E trouxe-nos ao presente, onde o Espírito Santo habita em nós como selo e garantia da herança que ainda receberemos. Do começo ao fim, a redenção é obra do Deus trino – para sua glória.

Depois de contemplar o plano eterno do Pai, a obra perfeita do Filho e as promessas do Espírito, a única resposta possível é a mesma que encontramos nos santos de todas as épocas: glória!

E essa verdade transforma nossa maneira de viver. Quando somos tentados pelo desânimo, lembramo-nos de que fomos amados antes da fundação do mundo. Quando nossa consciência nos acusa, lembramo-nos de que fomos redimidos pelo sangue de Cristo. Quando enfrentamos as incertezas do futuro, lembramo-nos de que fomos selados pelo Espírito Santo. Quando olhamos para um mundo marcado pelo pecado, pela violência e pela morte, lembramo-nos de que Cristo está conduzindo todas as coisas para o dia em que serão reunidas sob seu governo perfeito. O cristão vive apoiado nas promessas de Deus.

Depois de contemplar o plano eterno do Pai, a obra perfeita do Filho e as promessas do Espírito, a única resposta possível é a mesma que encontramos nos santos de todas as épocas: glória! Poucos exemplos resumem melhor essa verdade do que as palavras pronunciadas pelo evangelista metodista Billy Bray, às portas da eternidade:

“Na sexta-feira, Billy Bray desceu as escadas pela última vez. A um de seus velhos amigos que, poucas horas antes de sua morte, perguntou-lhe se não tinha nenhum medo da morte, ou de se perder, ele disse: ‘O que? Eu temer a morte? Eu perdido? Ora, meu Salvador venceu a morte. Se eu fosse para o inferno, iria gritando glória! glória! ao meu bendito Jesus, até fazer o inferno ressoar, e o miserável e velho Satanás diria: ‘Billy, Billy, isso não é lugar para você; saia daqui’. Então eu iria para o céu, gritando glória! glória! glória! louvado seja Deus!’ Pouco depois, ele disse: ‘Glória!’, e essa foi sua última palavra.”

Essa foi sua despedida deste mundo. E um dia, quando a igreja militante se tornar igreja triunfante, quando todas as coisas forem finalmente reunidas sob o senhorio de Cristo, nós nos uniremos à multidão dos remidos para cantar eternamente:

Glória ao Pai, que nos escolheu antes da fundação do mundo.
Glória ao Filho, que nos redimiu por seu sangue precioso.
Glória ao Espírito Santo, que nos selou para o dia da redenção.

Até aquele dia, vivamos para o louvor da sua glória. Amém!

(A coluna de hoje é o texto da mensagem apresentada na 1ª Conferência da Ação Bíblica do Algarve, em Portugal, e foi enviada de Malta, no dia de São João Batista, durante uma estadia nas proximidades da St. John’s Co-Cathedral.)

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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