Ratinho Junior (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)| Foto:

O governador eleito Ratinho Junior (PSD) ainda nem assumiu o comando do estado, mas já há pretensos candidatos à prefeitura de Curitiba que contam com seu apoio nas eleições municipais de 2020: o deputado federal eleito Ney Leprevost (PSD); o deputado estadual eleito Fernando Francischini (PSL); e o atual prefeito, Rafael Greca (PMN). Cada pretendente, tem seus próprios argumentos para conquistar o apoio do governador.

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Ney Leprevost parece ter largado na frente. Ele foi indicado secretário da Justiça, Família e Trabalho na futura gestão de Ratinho. Além de confirmar o bom trânsito com o governador, a nomeação mantém Leprevost em Curitiba, já que ele foi eleito deputado federal e passaria boa parte dos próximos dois anos em Brasília. O principal, entretanto, são as possibilidades de articulação política que a secretaria permite.

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Na Justiça, poderá tomar medidas anticorrupção de repercussão na opinião pública; no Trabalho, coordenará iniciativas de combate ao desemprego justamente no momento em que esse é um dos principais problemas do país; e na Família estará à frente da assistência social, área que, por exemplo, fez de Fernanda Richa um nome forte na política local.

A força de Francischini vem da expressiva votação que ele e seu partido, o PSL, conseguiram no Paraná. O deputado é uma das principais vozes do discurso conservador, aparentemente modulado na mesma frequência que a desejada pelo eleitor. O espírito do tempo é seu maior ativo político. Resta saber se a onda durará até 2020.

Já Rafael Greca, apesar de ter apoiado Cida Borghetti (PP) nas eleições deste ano, não está tendo dificuldades em se aproximar de Ratinho. Sob o discurso pragmático de que uma relação entre o prefeito de Curitiba e o governador do Paraná puniria os curitibanos, Greca parece estar conquistando mais um aliado. A seu favor, uma gestão que tem conseguido fazer seu trabalho aparecer em um momento em que boa parte dos gestores pena para cumprir as atividades mais comezinhas, como o pagamento integral e sem atrasos dos salários do funcionalismo.

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