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Lúcio Vaz

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Dinheiro público

Campeões das emendas: os parlamentares com mais recursos em ano eleitoral

Os senadores Renan Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM). (Foto: Andressa Anholete/Agência Senad)

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Em ano eleitoral, já foram pagos R$ 13,7 bilhões em emendas individuais ao Orçamento da União. E ainda há mais R$ 12 bilhões em emendas liquidadas, cujas obras e serviços já foram realizados, mas que aguardam pagamento.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), ex-presidente do Senado, conseguiu aprovar R$ 209 milhões em emendas individuais. O senador Cid Gomes (PSB-CE) aprovou R$ 171 milhões; o senador Eduardo Braga (MDB-AM), mais R$ 168 milhões. Há também deputado na lista dos campeões de emendas: Fausto Júnior (União-AM), com R$ 161 milhões.

Considerando as bancadas dos partidos, o PL lidera a disputa, com R$ 2,5 bilhões em emendas individuais. O MDB está em segundo lugar, com R$ 1,6 bilhão; o PSD, em terceiro, com R$ 1,47 bilhão. O União Brasil recebeu R$ 1,3 bilhão; o PP, R$ 1,2 bilhão; e o PT, R$ 1,1 bilhão. O Novo entrou na disputa pelos milhões, com “míseros” R$ 71 milhões; o PSOL também, com R$ 60 milhões; assim como a Rede, com R$ 44 milhões.

Há também uma lista de parlamentares influentes, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com R$ 98 milhões; o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com R$ 22 milhões; o líder da Minoria, Ciro Nogueira (PP-PI), com R$ 87 milhões; o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), com R$ 43,5 milhões; e o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com R$ 10,8 milhões.

As emendas do candidato a presidente

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, aprovou R$ 42,7 milhões em emendas individuais. Concentrou os recursos na saúde, sendo R$ 12 milhões para Bom Jesus (RJ) e R$ 8 milhões para Mesquita (RJ). Na distribuição múltipla, investiu R$ 22,7 milhões, dos quais R$ 21,7 milhões na área da saúde.

Tem espaço para todos. O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, aprovou R$ 45 milhões em emendas, quase a totalidade na área da saúde. No ano passado, foi condenado a 16 anos e 45 dias de prisão, em regime inicial fechado, por crimes de organização criminosa armada.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aprovou emendas no valor de R$ 4,3 milhões. Teve o mandato cassado em dezembro do ano passado por ultrapassar o limite de faltas não justificadas. Está autoexilado nos Estados Unidos. Ciro Nogueira, investigado pela Polícia Federal por supostamente receber mesada do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, investiu R$ 72 milhões de suas emendas em saúde.

Os detalhes dos investimentos dos campeões

Renan Calheiros, duas vezes presidente do Senado, investiu toda a sua verba de emendas individuais em saúde, totalizando R$ 209 milhões. O senador Cid Gomes (PSB-CE) conseguiu a aprovação de R$ 171 milhões em emendas individuais, sendo R$ 168 milhões investidos em saúde. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) aprovou R$ 168 milhões em emendas, com a totalidade dos recursos aplicada em saúde. Fausto Júnior (União-AM) aprovou R$ 161 milhões, integralmente destinados à saúde. Fernando Farias (MDB-AL) aprovou R$ 142 milhões, com destinação múltipla.

Há ainda as emendas coletivas. Entre as maiores estão as emendas de bancada do Pará, com R$ 1,27 bilhão; do Piauí, com R$ 1,14 bilhão; do Amapá, com R$ 1 bilhão; e de Alagoas, com R$ 958 milhões. Acima disso, apenas a Comissão de Assuntos Sociais, com R$ 1,37 bilhão. As emendas de bancada totalizam R$ 13,9 bilhões, mas elas não têm donos. São fatiadas entre os parlamentares.

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