AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA| Foto:
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Neymar é um craque. Tem recursos de sobra que utiliza para bater em gol, cabecear, driblar, dar passes e assistências, ganhar jogos. Qualidade que emprega também, muitas vezes, para humilhar os seus adversários.

Contra a Bolívia, goleada por 5 a 0 do Brasil, o camisa 10 marcou um e participou de outros dois gols. Mas foi além. Por diversas vezes, buscou fintas, protegeu e prendeu a bola com intuito evidente de enervar os seus oponentes.

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É do jogo. Não é proibido esbanjar categoria, tentar provocar uma expulsão do oponente, com o placar que for. Lembra quando Edílson equilibrou a bola na nuca e detonou uma confusão num Corinthians e Palmeiras em 98? Pra mim, tudo ok.

A arbitragem está orientada a coibir esse tipo de situação, com cartões. Eu não vejo problema algum. Pode ser, inclusive, uma estratégia pensada. E o adversário que se vire para roubar a bola, mostre recursos também. Se exagerar, que seja expulso.

Agora, as reações são imprevisíveis. Em Corinthians e Palmeiras, os palmeirenses, ofendidos, partiram para a porrada. No jogo da seleção, um boliviano nervoso acertou uma cotovelada em Neymar, que arrancou sangue do brasileiro.

Não estou incentivando a violência. Mas ninguém gosta de ser humilhado, ainda mais publicamente. É um instinto humano. E a continuar nesse ritmo, Neymar pode pagar caro. Se eu fosse o craque, tomaria cuidado.

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