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EFE/Antonio Lacerda
EFE/Antonio Lacerda| Foto:
NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C

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A contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Coritiba surgiu como uma brincadeira de torcedores, virou um boato e, num primeiro momento, parecia ser apenas uma nova possibilidade fajuta de negócio em tempos de mercado aquecido.

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Rapidamente, virou, efetivamente, notícia. Uma bomba. O Alviverde tem mesmo uma proposta para apresentar ao jogador em inatividade. Plano que será revelado durante a semana a Assis, empresário, irmão do jogador e sósia do falecido rapper Eazy-E.

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A curiosidade sobre a negociação é imensa, tanto quanto a ansiedade da torcida coritibana por um desfecho. Cenário fértil para especulações de toda sorte, especialmente por parte da imprensa, e autopromoção desenfreada de cartolas e empresários.

Na tentativa de esclarecer algumas situações, apresento abaixo, em tópicos, um pouco do que está ocorrendo nos bastidores da contratação-bomba:

– A origem de tudo é Juliano Beletti, ex-jogador e novíssimo diretor de relações internacionais do Coritiba. Agora ex-comentarista de TV, o cascavelense chegou querendo mostrar serviço e justificar o salário de cerca de R$ 100 mil que acertou com o clube. Nada mais natural que use a proximidade com antigos colegas para largar com tudo na função.

– Belletti é “parça” de Ronaldinho Gaúcho. Foi campeão com o R10 da Copa do Mundo de 2002, no Japão e na Coreia do Sul, com a seleção brasileira. Conviveu com o Bruxo no Barcelona também, entre 2004 e 2007, quando venceram a Liga dos Campeões de 2005-2006, entre outros títulos.

– Belletti encontrou em Alceni Guerra, vice-presidente do Coxa, o cartola ideal para colocar em prática seu plano ousado de início de carreira. Guerra também é novato no meio da cartolagem e têm objetivos ambiciosos para o futuro no Alviverde. De primeira, comprou a ideia de Belletti de que o Coritiba precisa de um jogador de peso para ganhar projeção internacional.

– Não custa lembrar. Desde que assumiu uma das cadeiras da vice-presidência do Coxa, Guerra acumula manchetes e passagens polêmicas. Chegou afirmando que o clube precisa imitar o rival Atlético e é o dirigente-entusiasta da série de propostas de novo estádio para o alviverde. Tem sido tão atrevido que já propôs derrubar o Couto Pereira.

– A postura de Guerra, naturalmente, desagrada alguns pares de diretoria. Dirigentes mais conservadores, como Ernesto Pedroso, temem que a chegada de Ronaldinho Gaúcho comprometa de alguma forma o Coxa. Há ainda outros que tratam a possibilidade como galhofa e têm certeza que o acerto não vingará.

– É uma tarefa complicada contratar um jogador do calibre de Ronaldinho Gaúcho, mesmo considerando que o ex-seleção está parado desde 2015. E o Coritiba tem apenas um plano básico: salários (por volta de R$ 300 mil), mais participações em venda de camisas e novos sócios. Por um lado, é bom: o clube tem um limite. Por outro, ruim: pode ser pouco. De certo, que o Coxa não parece disposto a entrar em leilão.

– O Coritiba não fez uma proposta a Kaká, como chegou a ser noticiado. Nem mesmo sondagem. Basta saber que o jogador do Orlando City recebeu em 2016 aproximadamente R$ 26 milhões para disputar a liga dos Estados Unidos. Dividindo, seriam mais de R$ 2 milhões por mês. Absolutamente inviável para qualquer equipe brasileira.

– O Coritiba tem uma reunião marcada com Assis na semana. O Coxa que vá bem preparado. Não que eu não acredite na competência do clube. Ao contrário, o Alviverde tem um trunfo e tanto chamado Belletti. No entanto, Assis já comprovou diversas vezes que é um dos negociadores mais malacos do futebol brasileiro. A torcida do Grêmio que o diga.

– Não bastasse contar com um plano seguro, e viável, o Coritiba tem que ficar esperto para outros detalhes, digamos, mais exóticos. Em entrevista ao jornal El Pais, Heber Lambert, do Nacional do Uruguai, clube que também quer o R10, revelou que, entre os pedidos do atleta, constam uma mansão e um corpo de seguranças.

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