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Chalet Suisse apresenta o novo Prato da Boa Lembrança. Com mignon
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Filé mignon ao molho de queijo gruyère com tomate concassé e spätzli na manteiga, o novo Prato da Boa Lembrança do restaurante Chalet Suisse. (Foto/ Divulgação)

O novo Prato da Boa Lembrança do Chalet Suisse.

Dias atrás escrevi sobre o primeiro Prato da Boa Lembrança do restaurante Girassol e da importância que ele representa, tanto para o restaurante quanto para o cliente. Para o restaurante, por projetá-lo nacionalmente entre os tantos e tantos colecionadores dessas lembranças, que marcam muito mais do que o registro de uma refeição. Para o cliente, por marcar como comprovante de um bom momento de gastronomia.

O Restaurante Chalet Suisse está partindo para o segundo ano de participação junto à Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, que existe há 20 anos no Brasil e é muito rigorosa na seleção de seus filiados. Tanto que são apenas 100 estabelecimentos participantes em todo o país, seis deles no Paraná (Cantina do Délio, Zea Maïs, Sel et Sucre, Quintana, Chalet Suisse e Girassol). O chef Celso Freire, o grande ícone da gastronomia paranaense, é o vice-presidente da associação e grande entusiasta do projeto.

Tirando o Girassol, que lançou seu primeiro prato no início do mês, o Chalet Suisse é o primeiro dos já participantes a lançar o prato de 2016 em Curitiba. Os demais restaurantes lançarão os seus ao longo das próximas semanas. Mantendo o padrão de carne do ano passado – o Prato da Boa Lembrança era um Riz Casimir, uma especialidade suíça bastante popular no país, criada nos anos 50, com o mignon suíno grelhado em finas fatias e servido num suave molho curry, com tâmaras, banana e amêndoas -, a novidade agora é um Filé mignon ao molho de queijo gruyère com tomate concassé e spätzli na manteiga, que já começa a ser servido a partir desta quinta-feira (21), celebrando seu lançamento oficial. Uma combinação infalível para o paladar do brasileiro: carne, massa e queijo. O valor do prato será de R$ 89 (e, claro, ganha a louça para levar para casa).

30 anos de bom paladar

O Chalet Suisse é um dos pontos de referência da gastronomia curitibana. São mais de 30 anos de funcionamento, sempre em altíssimo nível, com um foco na cozinha franco-suíça, mas com algumas incursões por experimentos indonésios e húngaros. Sem contar as fondues, assinaturas da casa.

A história do restaurante começa em 1983, com o suíço Markus Sigrist, apaixonado pela boa comida, que decidiu oferecer a típica culinária franco-suíça. O novo empreendimento, já com o nome de Chalet Suisse, ficava em uma casa alugada, na Avenida Manoel Ribas, no Bairro Mercês.

Pouco tempo depois, porém, Markus sentiu necessidade de ter um ambiente que não só servia a culinária típica, mas cuja ambientação também lembrasse a tradição suíça. Logo, comprou um imóvel em um terreno de 3,5 mil metros quadrados, localizado em Santa Felicidade e com uma construção que lembrava um chalé alpino. A reforma da casa foi rápida e o amplo jardim contemplou o sonho do proprietário, que transformou o chalé em um verdadeiro cantinho da Suíça em Curitiba.

Com seus 450 metros quadrados de construção, a casa de tijolo a vista conta com três lareiras, um pé direito aconchegante e uma vista deslumbrante para o jardim, com um paisagismo extremamente cuidadoso. Amante da boa comida e da boa música, Markus alegrava os clientes com seu acordeon e estava sempre no salão, recebendo a clientela com seu aspecto festivo. Ele integrava um grupo de amigos suíços que também tinham verdadeira paixão pela culinária franco-suíça.

Quando Markus faleceu, em 1996, sem deixar herdeiros, um desses amigos, Arthur, assumiu o restaurante, em parceria com a esposa Sônia Regina, mantendo a tradição do cardápio e cuidando para que o ambiente mantivesse a tradição que inspirou o primeiro proprietário.

Especializado no ramo de hotelaria e gastronomia (já havia sido gerente do Hotel Mabu), o empresário e chef Arthur Saredi era também proprietário do restaurante Chez Arthur, que ficava no Jardim Schaffer e foi muito frequentado na década de 90, como concorrente do Chalet Suisse. Antes disso, teve o Café de Paris, em sociedade com Julia Trutmann (proprietária do Matterhorn, outro especializado em fondues e gastronomia suíça), no fim dos anos 70.

A partir do comando de Saredi, o Chalet Suisse manteve não apenas a tradição resgatada pelo primeiro proprietário, mas também ganhou complemento de receitas que fizeram grande sucesso no Chez Arthur e no Café de Paris.

Atualmente Arthur toca a casa ao lado do filho, Alexandre, que herdou este sangue de bom gosto gastronômico e faz o contraponto da modernidade em alguns itens.

O Chalet Suisse funciona de terça a sábado, das 19h30 às 23h30. Domingo, das 12h às 15h30.

Chalet Suisse – Cozinha Internacional

Rua Fancisco Dallalibera, 1428 – Santa Felicidade

Fone: (41)3364-7889

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