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Nos meus tempos de infância contava os dias para chegar a vez da ida à churrascaria. Eram três em Ponta Grossa. A Los Pampas, que ficava bem no centro, na Vicente Machado; a Expedicionário do Cogo, bem no comecinho da Ernesto Vilela, pertinho do cemitério municipal – onde, aliás, funciona até hoje – e uma que funcionava na Nova Rússia, na Rua Dom Pedro II, cujo nome não me lembro mais.

Mas não me esqueço daqueles pesados blocos de pedra que iam à mesa para escorar os espetos de filé e alcatra, acompanhados de saladas (tomate, cebola e folhas), maionese e farofa. Fincados nas pedras, os espetos ficavam ali de pé, na vertical, e cada um passava a faca no pedaço que interessava por no prato.

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Em Curitiba houve churrascarias que marcaram história e a mais famosa delas foi o Parque Cruzeiro, que funcionava na Avenida do Batel e servia os mesmos cortes só que na bandeja, pois eram assados na grelha. Aos poucos a casa foi se mudando, foi para o Portão, para o Barigui, até desaparecer, engolida pela onda dos rodízios que tomou conta da cidade.

Já manifestei aqui minha reserva quanto aos rodízios. É que costumo ir às churrascarias com o desejo de comer carne. Massa eu como em restaurante italiano e para sushis prefiro os japoneses. E nesses locais, quando vou, pago também pelo que não estou comendo. O que não é justo, concorda?

Por isso sempre me animo quando sei de boas novidades como a Churrascaria Zancanaro, que já está funcionando em Curitiba há um ano e meio. Quem me deu a dica foi o Dida, também pontagrossense, comentarista da TV e ex-jogador (campeão brasileiro) do Coritiba. E como ele entende dessas coisas, registrei a informação e aguardei a oportunidade para verificar pessoalmente. O que foi possível nesse domingo.

Trata-se de uma franquia da churrascaria que existe em Ponta Grossa (sempre lá) desde 1966. Local amplo, agradável, com espaçoso estacionamento, bem central (a meia quadra da Praça do Expedicionário) e muito concorrida, por pessoas que descobriram a casa há bem mais tempo que eu.

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No cardápio, filé com mignon, fraldinha e a alcatra completa, a estrela da casa, que é um naco enorme de carne em corte que junta, na mesma fatia, alcatra, picanha, mignon e maminha. Que são discriminadas no menu, com um desenho apresentando cada uma das partes.

A alcatra completa serve bem quatro pessoas, embora o cardápio indique ser para duas, e custa R$ 52,90 (R$ 54,90 aos domingos). Mas a própria casa sugere um reforço nos acompanhamentos, cobrando R$ 11,90 por talher adicional. E os acompanhamentos seguem a linha dos mais tradicionais: arroz carreteiro, alface, tomate, rúcula com bacon, cebola branca, maionese, pão, a “famosa cebolinha da tia Dile” (no vinagre) e a “tradicional polentinha frita da tia Maria” – que chegou à mesa bem crocante e saborosa. Podem ser repostos quantas vezes o cliente pedir. De entrada há a sugestão do espeto de linguicinha, a R$ 15 (com 10 unidades) ou a R$ 8 (com 5 unidades).

A carta de vinhos está sendo reformulada e o cliente interessado é convidado a ir a um balcão escolher os rótulos disponíveis. São poucos, mas há uma variedade razoável de tintos chilenos e argentinos a preços condizentes.

Valeu por tudo. Carne macia, com aquele gostinho de lenha (sim, churrasqueira a lenha e não a carvão), ambiente acolhedor e um preço ainda mais saboroso. Estávamos em quatro, pagamos R$ 116 (não contando o vinho) e saímos mais que satisfeitos.

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Churrascaria Zancanaro
Rua Comendador Macedo, 566 – Centro
Fone: (41) 3019-1177

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