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Foto: @gphaus/reprodução.
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Há alguns dias – ou talvez sejam semanas, não importa muito – conversei com um designer ou outro aleatoriamente sobre o papel da tendência. As conversas foram breves, mas interessantes o suficiente para despertar uma reflexão noturna sobre o tema. Afinal, é preciso seguir tendência?

Vamos lá, são várias pequenas nuances que é preciso tratar do assunto. A primeira delas é o sentido real da palavra. Tendência significa a orientação da maioria das pessoas para uma ideia, uma causa ou um simples gosto e interesse.

É preciso deixar claro que a tendência a qual me refiro gira somente em torno do mundo do design de interiores (poderia também se encaixar em outro universo, como o da moda). Não há como negar que é ela quem faz a indústria se mover, ela é quem seduz as pessoas para o consumo.

A tendência é o que faz você desejar uma mobília nova cada ano toda vez que abre uma revista de decoração. Claro que muitas dessas vezes ficamos só no desejo, nada mais. Não é nem um pouco real mudar os móveis da casa a cada um ou dois anos.

Talvez seja inocente demais pensar dessa forma, mas acredito que a tendência tem o papel de refletir a evolução do pensamento de uma geração. Esqueça cores, estampas e objetos queridinhos do momento. A tendência é mais que isso, ela tem a possibilidade de trazer para bem perto dos nossos olhos todo o burburinho dos anseios atuais.

E hoje, o que se vê nas principais mostras de design é algo único: a consciência da importância do respeito, seja nas relações humanas e inclusive com a natureza. A madeira crua, as peças sem tantos ornamentos, as texturas naturais e materiais certificados. Tudo isso é um reflexo do pensamento coletivo que veio para ficar, que aos poucos – paradoxalmente – vai deixar de ser apenas tendência e ser imutável.

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