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Manifestante abortista numa cena de “Socialismo Progressista”, a nova produção de K. Piroto.
Manifestante abortista numa cena de “Socialismo Progressista”, a nova produção de K. Piroto.| Foto: Bigstock

A franquia de maior sucesso do século XX, com pelo menos 100 milhões de mortos em todo o mundo, está de volta – e com nova roupagem. Depois do retumbante fracasso de “Social-Democracia” (1959), considerada a “obra de arte” da franquia que teve início com “Socialismo Marxista” (1917) e “Nacional Socialismo” (1933), os produtores decidiram fazer uma revolução (!) na série, cancelando inocentes úteis de sucesso e apostando em rostinhos novos e cheios de diversidade neste que promete ser o maior arrasa-quarteirão do século XXI: “Socialismo Progressista”.

“Nossa história se baseia num antigo argumento de Gramsci. Quando vi aquilo, fiquei empolgado! Sabia que dali surgiria uma história de sucesso. A colaboração de Foucault também foi fundamental. Tenho certeza de que ele será indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado”, disse K. Piroto, o lendário produtor por trás da franquia “Socialismo” e autor dos épicos “Expulsão do Paraíso”, “Torre de Babel”, “Maquiavel” e “Revolução Francesa” – a produção que mudou para sempre o jeito de se fazer política no mundo.

De acordo com o produtor K. Piroto, que nos concedeu esta entrevista exclusiva diretamente de sua casa em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, a história de “Socialismo Progressista” repete alguns elementos conhecidos dos fãs da franquia, como a busca pela igualdade utópica por meio da violência a mais explícita possível.

A novidade, de acordo com K. Piroto, fica por conta do uso de uma tecnologia nova, chamada Diversidade©, que ele encomendou ao famoso Ideology Studios. “Graças aos avanços da ciência, hoje em dia é tudo muito mais fácil. Nos tempos do “Nacional Socialismo” a gente tinha o rádio, os trens e o Zyklon B, mas hoje a gente tem a Internet e a cultura do cancelamento. Então tudo é muito mais limpo e sutil. Os fãs vão adorar!”, prevê o sempre otimista K. Piroto, fazendo suspense, mas não muito.

Ainda há muita especulação quanto aos astros que estrelarão “Socialismo Progressista”. Um nome certo, porém, é o do primeiro-ministro canadense Justin Trudeau. “Por enquanto, estamos trabalhando também na busca por um L, um G, um B, um T, um Q e um + capazes de contar essa bela história de intolerância disfarçada de tolerância”, diz K. Piroto, levando as mãos à boca assim que percebe que deu um spoiler do que está por vir. Perguntado se é possível termos um brasileiro, brasileira ou brasileire no elenco, K. Piroto diz que sim, com certeza, mas não revela nomes.

K. Piroto aproveita o momento de descontração na entrevista para dar mais detalhes da produção. Detalhes que este periódico publica com exclusividade total. Por exemplo, quem achou que depois do final dramático de “Socialismo Marxista” o Comunismo tinha morrido soterrado por escombros do Muro de Berlim terá uma surpresa logo nas cenas iniciais de “Socialismo Progressista”. “O Comunismo é o nosso grande astro. Nossa grande referência. Eu não poderia deixá-lo de fora dessa”, adianta K. Piroto. “O roteiro ainda está sendo finalizado, mas a ideia é, já no começo da história, mostrar o Comunismo disfarçado de Bem Comum. Com isso espero atrair uma plateia mais jovem”, diz o milenar produtor.

K. Piroto, contudo, descarta usar Suástica, a estrela do polêmico “Nacional Socialismo”. “Os tempos são outros. E a gente sabe que a Suástica não anda em boa fase”, diz ele. A ideia é usar os ideais e valores que marcaram “Nacional Socialismo”, mas empregando símbolos menos estigmatizados. “São muitas as possibilidades. Talvez Pegada de Carbono possa fazer par romântico com Comunismo. Por que não? O que vale é a criatividade”, afirma K. Piroto.

Produção brasileira

À vontade em sua mansão, já no finzinho da entrevista um animado K. Piroto diz, com seu sotaque inconfundível, que tem uma revelação a fazer aos brasileiros. “Estou trabalhando com parceiros da Embrafilme numa produção totalmente verde-amarela”, conta, para logo em seguida cair na gargalhada. “Minto, ah, claro que minto. Pois não sou eu o Rei da Mentira? A verdade é que a produção é vermelha também”, diz, exibindo as presas.

Com o título provisório de “A Vingança da Jararaca”, a esperança de K. Piroto é provocar muita destruição e morte por aqui, numa versão que condensaria as narrativas de “Socialismo Marxista”, “Nacional Socialismo” e até de “Socialismo Progressista”. A parceria com a Petê Produções é dada como certa. “Até onde sei, nossa legião de advogados conseguiu até captação via Lei Rouanet”, conta um empolgado K. Piroto. Infelizmente, não seria a primeira produção de sucesso dele por aqui.

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