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A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados formalizou nesta quinta-feira (16) a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de cassar o diploma eleitoral do deputado paranaense Boca Aberta (Pros). Com a decisão, a Mesa da Câmara também convocou para posse o primeiro suplente da coligação, Osmar Serraglio (PP).
Boca Aberta foi considerado inelegível pelo TSE com base na lei da Ficha Limpa, uma vez que teve o mandato de vereador cassado (e a consequente perda dos direitos políticos), em 2017, por ter feito uma vaquinha para quitar multas eleitorais e, também, por ter sido condenado na Justiça Estadual e, até, preso, por denunciação caluniosa, após invadir unidades de saúde de Londrina para tentar flagrar médicos descansando no horário do expediente. O deputado conseguiu liminar na Justiça que o deixou elegível no pleito de 2018, mas a liminar acabou derrubada antes mesmo da eleição e, assim, o TSE considerou que ele não estava apto a receber votos.
Por conta das invasões a unidades de saúde, que seguiram depois que Boca Aberta tornou-se deputado federal, o Conselho de Ética da Câmara também abriu processo por quebra de decoro do parlamentar, com relatório, do deputado Alexandre Leite (DEM-SP) pela cassação do mandato. Nesta quinta-feira, Leite elogiou a decisão do TSE e da Mesa da Câmara.
Boca Aberta afirmou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal para tentar recuperar seu mandato.

Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná, começou a cobrir a política paranaense em 2005, pelo jornal O Estado do Paraná. Desde então passou pelas redações de diversos veículos locais e foi correspondente de veículos nacionais, sempre na cobertura política. Ingressou na Gazeta do Povo em 2020.



