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A vista da janela do avião ao sobrevoar a Nova Zelândia já anunciava o que estava por vir: um país sensacional com paisagens espetaculares, tudo ali ao vivo, do tipo “Senhor dos Anéis”? Montanhas, praias, lagos, parques, animais, natureza, natureza e natureza e muita aventura. Estávamos chegando à terra dos Kiwis, como eles se chamam, e quase um mês de aventura nos esperava.

Voamos de Sydney direto para Auckland e ficamos aqui três noites. É unânime entre os kiwis e também entre os turistas que já estiveram aqui que não se perca muito tempo na cidade, definitivamente o espírito da NZ não está aqui. As três noites não eram necessárias, mas como achamos uma passagem de avião barata para a ilha sul apenas três dias depois, esperamos e enquanto isso fomos conhecer Auckland.

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Dormindo no aeroporto
Vou fazer um parêntese antes de falar sobre a NZ. Preciso contar e dizer para vocês não fazerem o mesmo que nós! Ao voltar do litoral leste da Austrália à noite, chegamos tarde ao aeroporto de Sydney e fizemos a infeliz escolha de dormir ali mesmo. Ok, tem muita gente que dorme nos aeroportos por aí para economizar em transporte e estadia, principalmente quando as distâncias são grandes, os horários dos voos são cedo da manhã e os custos altos. Alguns aeroportos estão preparados para receber os mochileiros sem grana, com chuveiros, cadeiras confortáveis, cinemas, as vezes até hotéis, como em Cingapura. Porém, nossa experiência em Sydney foi terrível, uma noite de cão, trancafiados pelos seguranças numa área pequena sem cadeiras duras suficientes para todos. Tentamos dormir no chão mesmo; escolhemos um canto que sobrava horrível pela proximidade do banheiro que tinha aquela máquina insuportável que eu odeio de secar as mãos com ar quente (que não seca nada) o tempo todo no ouvido! Que inferno. Para completar, quando o ouvido já estava se acostumando com o barulho e o cansaço vencendo, às 3 da matina o segurança levanta aquela grade gigante que enrola e separa as alas do aeroporto e os sem teto como nós e grita: o aeroporto está aberto!

Não sabíamos se ficávamos ou saíamos. O que seria pior a essas alturas? Resolvemos procurar um lugar com tapete pelo menos, porque o chão gelado e duro era de matar! Achamos umas cadeiras desconfortáveis no último andar, mas pelo menos a sala era mais quentinha e estava vazia. Juntamos umas cadeiras, esticamos os pés, me enfiei no super saco de dormir de seda do Vietnã (4 dólares), coloquei minha máscara nos olhos e dormi feito um anjo das 4 às 7h. Por favor, não façam isso em Sydney! Tudo para economizar tempo e dinheiro. Às vezes o cansaço depois não compensa a economia! Fecha parêntese.

Auckland, a cidade da vela
Auckland é conhecida como a cidade da vela porque tem o maior número de barcos por habitante do mundo! Não é a capital, como eu pensava, mas é a maior do país. Como toda cidade costeira, é muito agradável, bonita, não é tumultuada e tem 1,5 milhões de habitantes. Todos dizem que não tem muita cosia pra fazer, mas eu sou ninja e sempre encontro muita coisa, mesmo que não tenha mais muita energia e disposição para lotar os dias de atividades.

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No primeiro dia pegamos aqueles ônibus de turismo que eu adoro e que fazem um passeio pelos principais pontos turísticos e com alguns comentários históricos para situar a galera com a possibilidade de descer e subir nos locais. Foi ótimo porque tivemos um pequeno resumo da cidade de forma rápida e bem cômoda. O dia estava lindo e deu para conhecer bastante.

Passamos por bairros antigos, parques, zoológico, Museu de Auckland, pelo Teatro conhecido pelo filme King Kong, pelo Sky City que tem uma vista de 360º graus da cidade fantástica e muito mais.

A Nova Zelândia é conhecida por ser o país da aventura e dos esportes radicais e já aqui em Auckland dá para ter um gostinho do que pode ser: saltar (40m) de bungy jump ou escalar a Auckland Bridge; pular do Sky City, o salto mais alto do país com 192m de altura ou apenas caminhar pelo anel externo da torre. Quem sabe ainda mergulhar com tubarões no aquário Kelly Tarlton’s? Menos radical, mas com bastante adrenalina também pode ser velejar pela costa e junto aproveitar para ver baleias e golfinhos ou ainda pegar um ferry até a ilha Waiheke e conhecer as inúmeras vinícolas e praias da ilha.

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Não deixe de caminhar pelo píer e ir até o Wynyard Quarter e conhecer o Fish Market. Tem muitos restaurantes e bares com frutos do mar fresquinhos, degustação de vinhos e aula de culinária. Por último, fomos conhecer o Freddy’s Ice House, um bar todo de gelo, inclusive as mesas e copo. Se você é viciado em sushi com nós, Auckland tem uma variedade enorme de restaurantes do tipo “to take away” – “para levar” com preço ótimo e super gostosos. Comer aqui em restaurantes é bem caro. Um prato de massa não sai por menos de 25 dólares e um prato enorme de sushi sai por 30 dólares para dois.

NZ de bus
Como comentei no início, compramos uma passagem de avião de Auckland para Christchurch, no ilha sul, e de lá alugamos um carro. No entanto, para quem está viajando sozinho e mesmo se você não quer dirigir (a gasolina é cara),a NZ está super preparada para o turismo, além de folders, mapas, hosteis e postos de informações por todos os lados, eles possuem diversas empresas de ônibus especiais que levam os turistas por todas as principais cidades do país com passes diferenciados. Entre eles está o Kiwi Experience um ônibus de aventura hop on hop off com acomodação na primeira noite incluída. Mais de 20 opções de passagens e um ano para fazer. O Flexi Pass você compra horas de viagem. Eles sugerem diferentes rotas com as principais cidades. Para fazer um roteiro parecido com o que fizemos são necessárias cerca de 120 horas de viagem. Outra opção muito usada é o Nacked Bus, parecido com o Kiwi Experience. Notem que já ouvimos comentários que alguns deles podem reunir uma gurizada cheia de energia, loucas por festas e diversão. Veja bem qual é o espírito do bus e o seu antes de embarcar!

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Nosso próximo destino: sul da Nova Zelândia de van!

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Venha com a gente nessa viagem: raphaeseba@gmail.com e acesse Facebook