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Enviado por Anna Simas, 29/07/14 5:38:12 PM

resgateNo começo deste mês uma ONG americana de proteção animal fez um resgate difícil. A Animal Rescue Corps (veja o site) retirou 123 cães em estado deplorável de um local que criava os animais, na Virgínia.

Os bichos estavam lá para a reprodução, ou seja, fornecer filhotes para venda. Todos estavam bem judiados: magros, com infecções nos olhos e ouvidos e doenças de pele. Sem contar que ficavam em locais sujos (com cheiro de fezes e urina) e escuros.

Durante o resgate a equipe fez um vídeo, para ajudar na campanha de conscientização contra a venda de animais. As imagens são fortes, mas infelizmente manter animais nesse estado para reprodução é bem comum, inclusive no Brasil (relembre um caso aqui). Por isso a proteção animal combate tanto a venda de bichos e incentiva a adoção.

Felizmente esses 123 foram salvos e agora estão em abrigo, recebendo cuidados e esperando alguma família que os adote, mas ainda existem muito nas mesmas condições pelo mundo.

Veja o vídeo:

Enviado por Anna Simas, 25/07/14 5:59:30 PM

tom2

Tenho uma colega jornalista, a Juliana Vines, que acabou de ganhar um gatinho. Ela trabalhou aqui na Gazeta do Povo, depois passou três anos na Folha de São Paulo e agora mora na Colômbia. É de lá que nas últimas semanas tem me mandado fotos fofas dele (a fofurice é enorme, como dá para ver nas imagens). Tão fofas que não resisti: pedi que fizesse um post para o blog contando como é a experiência de ter um filhote de gato em casa. O bichano chama Tom e é da raça ragdoll. Confira o relato dela:

Tom1

Meu gatinho encrenqueiro

Para não dizer que nunca tive um gato, uma vez cuidamos de uma gatinha que apareceu no nosso quintal. Foi uma tragédia. Ela morreu dois dias depois da adoção, por motivos desconhecidos.

A experiência malsucedida –e o fato de meus pais preferirem cães— me deixou longe dos gatos até três semanas atrás, quando o Tom chegou. E chegou chegando. No auge dos seus quatro meses, ele sobe em quase todos os móveis da casa, escala persianas, corre 30 metros rasos do quarto até a sala e se enfia em buracos jamais vistos.

Para mim, tudo é novidade. O primeiro choque foi constatar que ele já veio sabendo fazer xixi e cocô no lugar certo, sua caixa de areia. Impressionante, não errou uma. Cachorros demoram aprender e, mesmo depois de ensinados, podem errar o alvo em momentos de tensão.

A segunda surpresa foram as sonecas. O Tom dorme 80% do tempo. No primeiro dia a sós com ele, pensei que tinha sido mordido pela mosca tsé-tsé, que transmite a doença do sono. Googlei: “Meu gato dorme muito, isso é normal?” Parece que sim. Depois de ler vários blogs e revistas, descobri que os gatos têm uma relação engraçada com o sono: ficam boa parte do tempo meio-dormindo, meio-acordados e despertam de vez no amanhecer e no anoitecer, o que é chamado de sono crepuscular.

É de manhã cedinho e no começo da noite que o Tom fica mais aceso. Isso já rendeu cenas engraçadas, como na noite em que ele caiu na minha cabeça enquanto eu pegava no sono (e ele tentava escalar a prateleira que fica acima da cama). Por motivos de segurança, o quarto foi banido à noite, pelo menos nessa fase mais pestinha.

O Tom é um ragdoll (do inglês, boneca de pano). Não por acaso, essa é uma das raças mais mansas e sociáveis, resultado do cruzamento de várias outras raças, entre elas persa e sagrado da Birmânia. Isso quer dizer que, mesmo sendo pestinha, o Tom é uma fofura: guarda as unhas quando vai brincar com a gente, deixa ser paparicado e parece um sombra, segue a gente o tempo todo pela casa. Claro que isso tem um lado xaropinho, afinal, ter um gato na pia do banheiro enquanto você escova os dentes não é muito prático nem higiênico.

Eu que sempre ouvi dizer que gatos eram frios me surpreendi. Sim, eles são mais independentes que os cães, tanto que a rotina da casa não mudou muito por causa do Tom. Já tive alguns cachorros e lembro como um filhotinho vira o centro das atenções. Gatos parecem dar menos trabalho, mas conseguem ser tão fofos e companheiros como os cachorros. Eu digo que ele parece um bicho de pelúcia animado. Tudo bem, MUITO animado, às vezes até demais…

********

Em tempo: Tom tem quatro meses, mas está com tamanho de gato adulto. Isso é comum em ragdoll. Quem quiser saber mais sobre a raça, pode clicar aqui.

tom3

Enviado por Anna Simas, 23/07/14 2:17:13 PM

crocodiloOntem foi aniversário de um ano do bebê real, o príncipe George. Como era de se esperar, ele recebeu dezenas de presentes de vários países, autoridades e conhecidos da família. Um deles foi um campo inteiro cheio de flores, dado por um amigo do príncipe Charles. Até aí, salvo exagero, tudo normal.

Porém, dois deles passaram dos limites e me causaram indignação (e explicam o motivo de escrever sobre isso aqui no blog): um filhote de crocodilo e um trio de suricatos. Sim, a criança ganhou um crocodilo. Mas não é por ela que eu estou chocada (afinal, claro que jamais ficará perto do bicho e será exposta a qualquer tipo de risco), mas pelo animal.

Ele foi dado pelo governo da Austrália e vai ficar em um zoológico por lá mesmo. George só terá o direito de acompanhar o seu crescimento. O problema é que fizeram foto do crocodilo com a boca totalmente amarrada, com chapéu de aniversário ao lado de um bolo com vela de um ano. O bicho mal abre o olho na foto e, certamente, está super incomodado e com medo. Pior que isso: criaram uma página no Facebook para exibir as fotos (veja aqui).

Pelo que entendi, a ideia é transformar o animal – que ganhou o mesmo nome do pequeno príncipe – em atração turística. No Face aparecem várias imagens dele com outra pessoas, também com a boca amarrada.

Duas considerações aqui: primeiro que tudo isso é completamente desnecessário. Crocodilo não é pet que pode ficar posando para fotos fofas que está tudo bem. Ele precisa ficar em seu habitat natural. Segundo que isso – considerando que as páginas reais nas mídias sociais têm milhares de seguidores – incentiva o povo por aí a fazer o mesmo e tratar animais selvagens como se fossem brinquedos.

Falando em brinquedo, o mesmo vale para os suricatos. Eles foram dados pela Dudley and West Midlands Zoological Society e certamente não vão ficar com o George. Mas é o mesmo raciocínio: dá-los de presente a uma criança incentiva a prática, que é abominada pela proteção animal.

Enviado por Anna Simas, 18/07/14 3:54:23 PM

Para quem tem uma criança em casa e quer falar com ela sobre proteção animal, aqui vai uma dica: a cachorra Carol vai te ajudar.

Eu conheci a personagem na semana passada, no site da Pedigree. Mas ela não tem nada a ver com a marca de ração ( só aparece lá porque o marketing gostou da ideia). Foi criada pela jornalista Caroline Zerbato para divulgar a causa animal. É uma tirinha bem simples, que mostra uma cachorra engraçadinha em situações em que precisa defender os bichos abandonados, maltratados e doentes, ou falar sobre adoção. É bastante ingênuo, mas por isso mesmo funciona bem para os pequenos.

Por enquanto a publicação é só virtual. Todas as tiras estão aqui: kawek.com.br/carolzerbato.

carol

carol1

Enviado por Anna Simas, 17/07/14 4:27:42 PM

Está rolando uma campanha bacana nas redes sociais para estimular a adoção de animais com deficiência física. A ideia é que as pessoas vençam o preconceito e levem para casa um cão ou gato com dificuldade de locomoção. São cinco fotos de bichinhos com algum tipo de paralisia que ressaltam as qualidades deles, sugerindo que você deixe de lado qualquer probleminha físico.

O nome é “O que faz a diferença para você” e foi criada pela atriz Júlia Bobrow, que ficou famosa em São Paulo quando adotou a Mocinha, uma cachorrinha de rua com paralisia nas quatro patas.

A Mocinha morreu no ano passado, mas a Júlia continuou firme no propósito de ajudar bichos que são rejeitados duas vezes: uma por serem abandonados e outra por terem alguma deficiência.

Olha só as imagens:

campanha 1 campanha 2 campanha 4 campanha 5 campanha3

Enviado por Anna Simas, 02/04/14 12:41:57 PM

boxer

Vídeos fofos com animais causam comoção naturalmente, mesmo que o bichinho esteja lá, todo pimpão, brincando e correndo. Agora imagina ver um cão também correndo e faceiro, mas sem as patas traseiras. É de chorar, não?Foi isso que o vídeo do boxer americano Duncan Lou Who provocou nas pessoas que o viram nos últimos dias: muitas e muitas lágrimas

Duncan, que vive em um abrigo para animais, o Panda Paws Rescue (www.pandapawsrescue.org), nasceu com uma deformidade nas patas e por isso precisou tirá-las. Ele usou uma cadeira de rodas para cães por um tempo, mas não se adaptou. Então acabou acostumando a se mover usando apenas as patas da frente.

O vídeo mostra a primeira vez que os protetores do abrigo o levaram à praia. Por isso as imagens são tão emocionantes, pois mostra o cão correndo feliz de um lado para outro, como se a sua deficiência fosse um mero detalhe. Pegue o lencinho de papel e prepare-se para assistir:

Enviado por Anna Simas, 26/03/14 12:23:54 PM

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

O cãozinho da foto foi vítima de uma crueldade terrível: machucou a pata (não se sabe se foi mordida de outro cão ou atropelamento) e o dono simplesmente ignorou o machucado. Por passar meses ferido, encheu de bicho  e, claro, ficou super infeccionada.

Mas, felizmente, uma protetora de animais o resgatou, levou ao veterinário e Chico foi tratado, só que teve de amputar a pata. O problema é que ele está precisando de um lar urgente, pois o local onde está (um abrigo) é muito abarrotado e os outros cachorros estão judiando dele.

Se alguém quiser adotá-lo, é só mandar e-mail para annas@gazetadopovo.com.br. Ele é dócil e carinhoso.

chico2

 

Enviado por Anna Simas, 25/03/14 4:09:44 PM

Recebi um e-mail pedindo ajuda para resgatar o Nino. Ele é um cão velhinho, sem raça definida, que foi abandonado pelos donos em um terreno no bairro Santa Cândida, na Avenida Paraná.

Ele tem cerca de 15 anos e passou por duas histórias tristes de abandono. Na primeira vez, há dez anos, a casa onde morava foi demolida e a família o deixou lá, do lado de fora do portão. Depois disso foi adotado por uma senhora, mas agora ela mudou de estado e também abandonou o Nino. Ele foi atropelado e tem uma perna machucada.

Um grupo de moradores da região dá água e comida para o Nino, mas ele precisa de um lar. Se alguém quiser adotá-lo, é só mandar e-mail para annas@gazetadopovo.com.br .

Enviado por Anna Simas, 04/02/14 4:50:56 PM

IVONALDO ALEXANDRE

Recebo sempre muitas dúvidas sobre bichos, principalmente na área de saúde. Tento responder todas, mas nem sempre é possível. Mas agora vai rolar aqui na redação uma coisa bem bacana: nossa equipe de vídeo vai escolher alguns leitores e tirar suas dúvidas.

Então, se você tem alguma (pode ser sobre comportamento animal também) é só mandar um e-mail para annas@gazetadopovo.com.br com seu telefone, nome e a questão que uma repórter entrará em contato.

 

Enviado por Anna Simas, 03/02/14 3:47:16 PM

grumpy

Comentei por aqui que agora escrevo sobre animais também para o Gaz + (www.gazetadopovo.com.br/gaz). Semana passada falei sobre um bichano que anda bombando nas redes, o Grumpy Cat. Confira:

Fofinho e zangado

Conheça o Grumpy Cat, a sensação da internet

Quem é ligado nas redes sabe que vários bichos bombam por aí. Semana passada falei por aqui do Chico, do Cansei de ser gato. Agora é a vez de um outro felino, não menos fofo, só que zangado (como mostra a foto): o Grumpy Cat. Ele tem uma site (www.grumpycats.com), página no Facebook (www.facebook.com/grumpycat), Instagram (instagram.com/realgrumpycat#), vídeo no YouTube e, nos Estados Unidos, muitos produtinhos à venda.

Tudo começou em 2012, quando uma foto dele foi postada no Reddit (uma página em que os usuários podem divulgar links para conteúdo na web). Por causa da sua carinha de bravo, o gatinho virou uma sensação. No início muitos acharam que as imagens eram modificadas no photoshop, mas depois que apareceu o vídeo no YouTube, veio a confirmação: ele nasceu daquele jeito mesmo!

Com o passar dos dias ele ficou cada dia mais pop, e aos poucos foi ganhando novos canais na rede. Na página oficial, os donos contam que a raça é meio indefinida, mistura de persa com ragdoll.

Normal?

De qualquer forma, Grumpy Cat de malvadão  só tem a cara. No site diz que ele é muito fofo, calmo, gosta de brincar com cortinas – e outras coisas de gatos normais – e viajar (tá, isso não é muito coisa de gato normal). Na hora de tirar fotos para os sites e para a imprensa (sim, ele é praticamente uma celebridade!), o gatuno colabora.

Produtinhos

Por causa do sucesso, a imagem do gatinho passou a estampar vários produtos: caneca, bolsa, calendário, capinha para celular, camiseta, um spray para tirar odor de gato da casa e, o mais legal, um capuccino de garrafinha. Todos podem ser comprados pelo site www.zazzle.com/thegrumpycat.

Vídeo

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