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Resenha

"Minha Mãe Quer que Eu Case" é comédia com pouco charme

"Minha Mãe Quer que Eu Case", que estréia em todo país nesta sexta-feira (27), segue à risca o manual das comédias românticas, com todos os ingredientes conhecidos: lágrimas, risos, beijos e abraços que pavimentam o caminho rumo ao encontro com o amor.

As quatro personagens centrais que falam abertamente sobre relacionamento e sexo não são apenas amigas, mas mãe e três filhas. Com toda essa intimidade, a matriarca Daphne (Diane Keaton) não se envergonha de se intrometer na vida da caçula, Milly (Mandy Moore).

Como as irmãs mais velhas já estão bem casadas, a mãe acredita que precisa arrumar rapidamente um marido para a filha solteira.

Para conseguir seu objetivo, ela chega a colocar anúncio na internet, entrevista os mais diversos e estranhos candidatos até encontrar o rapaz que ela julga ser o melhor pretendente, o arquiteto Jason (Tom Everett Scott).

Os dois armam um plano para seduzir Milly. Só que não contam que a própria moça não está parada a espera do príncipe encantado.

Ela conhece Johnny (Gabriel Macht), um músico boêmio mas bem comportado. Fica claro para qualquer pessoa, principalmente para o público, qual será a escolha da filha.

Mas Daphne insiste e Milly acaba cedendo e se envolve com os dois rapazes, para descobrir com qual quer ficar. O diretor Michael Lehmann ("40 Dias e 40 Noites") não é nem um pouco sutil e deixa claro, pelas situações criadas ao longo do filme, que Johnny é o "cara certo para fazer Milly feliz".

Quando a garota está com seus pretendentes, o músico sempre se sai melhor: é o mais compreensivo e amoroso, qualidades dos perfeitos galãs de comédias românticas.

A mensagem nas entrelinhas de "Minha Mãe Quer Que Eu Case" é que a mulher só se completa quando está bem casada. Para Daphne, não importa o quanto a filha seja bem-sucedida na profissão, ou como ser humano. Aos olhos da mãe, sem um homem e uma aliança, a garota não está completa.

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