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Servidores em greve durante ato no Centro Cívico
Servidores em greve durante ato no Centro Cívico| Foto: Alexandre Mazzo / Gazeta do Povo

O protesto de servidores estaduais teve público baixo na frente do Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, na manhã desta terça-feira (24). A manifestação começou às 9h, com apenas aproximadamente 50 manifestantes. Duas horas depois, havia aproximadamente 200 pessoas.

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Entre os servidores que participam da manifestação no Centro Cívico estão professores, policiais, agentes penitenciários, bombeiros, entre outros. Esposas de policiais militares da reserva também participam do ato. Com pouco público, apenas duas viaturas da Polícia Militar (PM) acompanham o ato.

Os organizadores acreditam que à tarde e ao longo dos próximos dias a adesão possa ser maior. "A movimentação está baixa porque há muita gente rodando as escolas para conversar com os servidores, nós orientamos que isso fosse feito hoje. O ato não teve influência pelos decisão do governo de ontem", afirma Luiz Fernando Rodrigues, secretário de Comunicação da APP-Sindicato, que representa os professores estaduais.

Na noite de segunda-feira (24), reunião entre representantes do governador Ratinho Jr e dos servidores deu um prazo de quatro dias para o governo apresentar uma proposta de reajuste salarial ao funcionalismo. A abertura de negociação fez com que os agentes da Polícia Civil desistissem de paralisação parcial nas delegacias na manhã desta terça.

Já o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), explica que a maioria dos trabalhadores da classe não foram ao ato por se manterem mobilizados nos locais de trabalho. "Nossos agentes estão em frente das unidades penais. Conforme a greve for se alongando vamos aumento o movimento na praça", aponta.

Na segunda (24), os policiais civis chegaram a organizar uma carreata de viaturas do Parque Barigui ao Palácio Iguaçu abrindo os protestos contra a gestão Ratinho Jr.

Medo de punição

Professores que estão no ato e preferem não se identificar acreditam que muitos servidores não foram ao Centro Cívico de medo de represálias. "Os servidores estão com medo. Eu estou com medo de estar aqui. O governo diz que vai descontar e isso perde a força”, diz.

"Esperávamos mais movimento. Acredito que o ato tenha perdido força pelas ameaças que chegaram nas escolas, de que haveria uma lista de quem fosse aderir a greve", afirma outro.

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