Rolos de papel higiênico colados em teto de penitenciária para conter umidade| Foto: Conselho da Comunidade/ Divulgação

A superlotação crônica na delegacia de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), obrigou detentos a darem um novo destino para o estoque de papel higiênico. Segundo denunciou nesta terça-feira (3) o Conselho da Comunidade de Curitiba e Região Metropolitana, órgão que trabalha para assegurar os direitos da população carcerária, a umidade provocada pelo suor dos 66 presos tem provocado gotejamento no teto da carceragem - cuja capacidade máxima é de apenas oito pessoas. Na tentativa de resolver o problema, os detentos passaram a “colar” papel higiênico no forro para que parte da umidade seja absorvida pelos rolos.

Segundo nova inspeção da entidade, dos 66 presos na delegacia, 22 deles já foram condenados e, portanto, deveriam estar cumprindo pena no sistema penitenciário do Paraná, que há anos vive uma situação de caos. A mesma delegacia já havia sido denunciada no último mês de maio por causa do acúmulo de ratos e baratas, animais continuam a infestar o ambiente.

Segundo funcionários, o distrito registrou uma tentativa de fuga em meados de agosto. Os presos conseguiram cavar um buraco de aproximadamente 1, metros de profundidade e quase 4 metros de comprimento, mas foram descobertos a tempo. A área foi isolada e o buraco foi concretado por funcionários da prefeitura local.

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A Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária foi procurada pela reportagem, mas não se pronunciou sobre a situação denunciada até as 16h50 desta terça-feira.