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Pelo planejamento original, Edison Brittes Jr, assassino confesso do jogador Daniel, seria o primeiro a ser ouvido pela Justiça nesta terça-feira.
Pelo planejamento original, Edison Brittes Jr, assassino confesso do jogador Daniel, seria o primeiro a ser ouvido pela Justiça nesta terça-feira.| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Pela segunda vez, o depoimento dos réus na morte do jogador Daniel foi adiado nesta terça-feira (13). A juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, na região de Curitiba, decidiu adiar os depoimentos para setembro, a pedido da defesa da família Brittes.

Os acusados seriam ouvidos a partir desta terça-feira (13) na etapa final da audiência de instrução e julgamento, que decide como será o rito, inclusive se os réus vão ou não para júri popular. Dessa maneira, os réus, incluindo o assassino confesso Edison Brittes Jr, a esposa e a filha dele, Cristiana e Allana Brittes, e mais quatro acusados deverão ser ouvidos nos dias 4, 5 e 6 de setembro.

O adiamento foi um pedido da defesa dos Brittes, que alega que uma testemunha ainda não foi ouvida pela Justiça. Conforme o rito dos julgamentos, os réus só podem ser ouvidos após o depoimento de todas as testemunhas de defesa e acusação e o esgotamento total de provas que possam ser incluídas no processo.

O advogado que defende os Brittes, Claudio Dalledone, quer que um jornalista que teria tido acesso ao celular de Cristiana Brittes antes da perícia da Polícia Científica seja ouvido pela Justiça.

Para o advogado da família de Daniel, Nilton Ribeiro, que auxilia o Ministério Público na acusação, o depoimento do jornalista não é relevante para o processo. “Com todo o respeito, a testemunha não vai trazer nenhuma novidade aos fatos. Mas a juíza entendeu que isso deve ser feito para garantir a ampla defesa e para que não se crie nenhum recurso sob o argumento de que a defesa foi cerceada”, aponta Ribeiro.

Segundo adiamento

Esta é a segunda vez que o depoimento dos réus do caso Daniel é adiado. Agendados para o início de agosto, os interrogatórios foram transferidos para esta terça-feira (12) a pedido do advogado Rodrigo Faucz, que defende os jovens Ygor King e David Willian Vollero da Silva, também acusados de homicídio no caso. Faucz também é advogado do irmão do ex-governador Beto Richa (PSDB), o ex-secretário de estado José Richa Filho, o Pepe Richa, e tinha uma audiência da Operação Rádio Patrulha, que investiga desvios de recursos públicos, no mesmo dia da audiência do Caso Daniel.

Nesta terça, Edison Brittes seria o primeiro a ser ouvido pela Justiça. Após um bate-boca entre os advogados de defesa na manhã desta segunda, ficou acertado que a audiência seria iniciada com o depoimento de Allana Brittes, que foi solta semana passada da Penitenciária de Piraquara para responder o processo em liberdade. Segunda-feira (12), véspera da audiência adiada desta terça, Allana deu entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, do SBT, acusando o jogador Daniel de ser o responsável de tudo o que aconteceu no dia do assassinato.

O caso

O corpo do jogador Daniel foi encontrado na manhã de 27 de outubro de 2018 em um matagal de São José de Pinhais, na região de Curitiba. A vítima teve o pescoço quase degolado e o órgão sexual decepado.

Antes de ser assassinado, o atleta havia passado a noite na festa de 18 anos de Allana. Depois da comemoração em uma casa noturna no bairro Batel, em Curitiba, o jogador acompanhou a família e outros amigos da jovem para uma outra festa na casa da família Brittes, em São José dos Pinhais, onde foi espancado e, depois, levado para o matagal

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