Dependendo da espécie, água-viva pode causar queimadura de até terceiro grau. | Foto: Marco Andre Lima/Marco Andre Lima

Os veranistas do litoral do Paraná precisarão tomar ainda mais cuidado com águas-vivas nesta temporada. De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma corrente de água quente vinda da Europa está incidindo na orla paranaense e trazendo uma grande quantidade de caravelas-portuguesas, capazes de provocar queimaduras de até terceiro grau. 

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Na primeira semana da Operação Verão, iniciada sexta-feira passada (21), já foram registrados 93 casos de queimaduras. Aumento de cerca de 22% com relação à primeira semana da Operação Verão do ano passado.

Segundo o tenente-coronel Gerson Gross, coordenador do Corpo de Bombeiros na Operação Verão, a corrente deve influenciar a proliferação de águas-vivas ao menos até o fim de janeiro. Ou seja, durante boa parte da temporada. “Até lá, os banhistas devem ficar mais atentos para evitar qualquer contato com os animais”, alerta Gross.

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Frente ao aviso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) também reforça a necessidade de cuidado com as águas-vivas. Embora a maioria das ocorrências seja de baixa gravidade, é importante adotar algumas medidas preventivas e saber como proceder caso ocorra um acidente com águas-vivas:

Procure ajuda

Se você for queimado por uma água-viva, procure imediatamente um posto de guarda-vidas. Em todos os postos há vinagre para ser aplicado no local intoxicado.

Nada de água doce

Até ser atendido, passe apenas a água do próprio mar no ferimento. Água doce só agrava a situação, já que ativa as micropartículas de veneno dos animais. Também não passe nenhum outro produto na queimadura além de vinagre e a própria água do mar. O vinagre pode ser encontrado nos postos de guarda-vidas. 

Se informe sobre os casos

Dependendo da intensidade da intoxicação, a pessoa pode até se afogar ao ter contato com água viva. Portanto, informe os guarda-vidas o local onde aconteceu a intoxicação, para o registro entre nas estatísticas de áreas perigosas.

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