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Cleverson Leite Bastos: buscou deixar um legado na Filosofia e na docência

  • 26/07/2020 14:00
Professor Cleverson Leite Bastos
Cleverson deixou marca pelas diversas instituições de ensino superior por onde passou.| Foto: Arquivo da família

Nem o registro oficial na certidão de nascimento indicando que o local do parto era em território paranaense impedia Cleverson Leite Bastos de se sentir catarinense de corpo e alma. Filho de Romulo e Julia Leite Bastos e irmão de Lislaine e Lorene, nasceu em Rio Negro, em 7 de fevereiro de 1956, e cresceu entre a cidade do sul do estado e Mafra, no estado vizinho. Cleverson faleceu no último dia 10 de junho.

Em 1967, os estudos o trouxeram a Curitiba, onde foi aluno no Colégio John Kennedy, Colégio Pe. João Bagozzi, Colégio Duque de Caxias e Instituto Salesiano – Colégio São Cristovão. Mais tarde, na escola Técnica Federal do Paraná, estudou mecânica industrial.

Inscreveu-se para o vestibular do curso de Biologia na Universidade Federal do Paraná, mas optou por cursar Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Já no ano seguinte à graduação, iniciou a carreira como docente no Convento São Francisco – hoje Mosteiro da Ressurreição, em Ponta Grossa.

Cleverson costumava dizer que teve dois professores como “mentores”. O primeiro, da época da graduação, foi João Zelesny, professor de metafísica, de orientação aristotélico-tomista, o que caracterizou os primeiros anos de Cleverson como professor. O segundo, da sua época de formação na PUC de São Paulo, foi o professor Lafayette de Moraes, com quem estudou lógica modal. Um terceiro mentor pode ser adicionado à lista. Trata-se de João Teixeira, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), responsável por uma “virada biológica” em seus estudos.

Tornou-se mestre em Lógica e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com pós-doutoramento em Filosofia pela UFSCar. Autor de mais de uma dezena de livros – que somados alcançam tiragem de mais de 100 mil volumes –, abordou temas de filosofia sistemática, lógica, epistemologia, filosofia da linguagem e metodologia científica.

Foi professor da PUCPR por quase 30 anos, somados dois períodos. Lecionou Metafísica, Lógica e Filosofia da Linguagem, entre outras disciplinas na graduação e também atuou na pós-graduação “lato” e “stricto” sensu , em que orientou dissertações de mestrado e teses de doutorado. Foi chefe do Departamento de Filosofia da PUCPR nos anos de 1991 a 1994.

Teve passagem por outras instituições da capital, como a Faculdade Vicentina de Filosofia (por mais de 25 anos), a FAE e, desde 2007, a Fesp. Costumava conquistar seus alunos, tendo recebido inúmeras homenagens como paraninfo ou patrono de suas turmas. “Sua formação, mas também o seu carisma pessoal e o caráter passional faziam suas aulas ganharem a forma da disputa, na qual envolvia os alunos que no geral se apaixonavam por ele, ou o detestavam (a maioria quase absoluta se apaixonava)”, conta o amigo e colega professor Edmilson Paschoal.

Casou-se duas vezes. Com Sônia teve dois filhos, Rafael e Gabriel. Da união com Celina, nasceu Vitor.

Era um exímio nadador, conquistando campeonatos na modalidade medley. Também se dedicava a outras paixões, como oceanografia e canoagem. Por causa da canoagem, explorou diversos rios do Paraná e Santa Catarina com seus amigos, a maioria professores. Também praticou escalada em rocha, pesca submarina e atividades marciais como o caratê e o boxe.

“O Cleverson deixa como legado o modo apaixonado como lidou com a Filosofia, com destaque para a irreverência e a disposição para o debate – foi um filósofo no sentido mais amplo do termo, conjugando o conhecimento clássico da filosofia com o diálogo da filosofia com as ciências de hoje, com destaque para a linguagem, a cosmologia e a biologia”, define Edmilson Paschoal.

(Com informações do site da Fesp)

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Comentários [ 2 ]

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  • A

    André

    ± 1 dias

    Tive aula de semiótica com ele na PUCPR... melhor professor do curso. Era interessante que pouco antes das aulas juntavam algumas dezenas de alunos dos mais variados cursos em que lecionava e lotavam a sala apenas para assistir aquilo que para mim era um show.

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    • E

      EVANDRO MARCIO ARESI

      ± 1 dias

      Grande perda do eterno mestre Cleverson! Suas aulas foram demasiado instigantes, elucidativas, enfim, inesquecíveis. Muitos saíram das trevas à luz e continuam cintilando na longa viagem em busca do entendimento da condição humana. Valeu mestre!!!

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