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Com desativação de leitos de Covid, respiradores comprados pela prefeitura vão reforçar UTIs de hospitais e UPAs de Curitiba.
Com desativação de leitos de Covid, respiradores comprados pela prefeitura vão reforçar UTIs de hospitais e UPAs de Curitiba.| Foto: Pedro Ribas / SMCS

Com a queda de internações por Covid-19, a prefeitura de Curitiba está planejando a realocação dos equipamentos de UTI para o tratamento de outras doenças. Os 140 respiradores adquiridos na pandemia com recurso do próprio município vão para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e três hospitais: Idoso, Trabalhador e Evangélico Mackenzie. O Hospital Cajuru também pode se beneficiar da cessão dos equipamentos.

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Sobre os 256 respiradores cedidos pelo Ministério da Saúde e 47 pelo governo do Paraná na crise sanitária, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aguarda definições. Segunda-feira (18), uma comitiva da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) vai a Brasília debater o destino desses aparelhos.

"Se esses equipamentos do Ministério da Saúde e do estado ficarem aqui, são muito bem-vindos. Até porque são máquinas caras, que custam cerca de R$ 70 mil ", reforça a secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak.

Enquanto isso, os 140 respiradores adquiridos pela prefeitura na pandemia vão ganhando novas funções conforme mais leitos de Covid-19 são desabilitados. Em junho desse ano, o SUS de Curitiba chegou ao pico de 548 leitos de UTI exclusivos para pacientes com coronavírus, quantidade que agora está em 246. A redução foi de 49%, com a desativação de 302 vagas intensivas exclusivas para Covid-19.

Desses respiradores, já está definido que 40 vão para hospitais, quantidade que pode aumentar. O Hospital do Idoso, de gestão municipal, vai receber 20 desses equipamentos, aumentando de 10 para 30 o número de UTIs. Outros dez respiradores vão para o Hospital Evangélico Mackenzie e mais dez para o Hospital do Trabalhador, cujos prontos-socorros têm alta demanda por tratamento intensivo.

"Os hospitais tiveram dificuldades com os custos da Covid. Só um remédio de intubação que a ampola custava R$ 12 antes da pandemia saltou para R$ 70. Então, com esses equipamentos, serão mais 40 leitos intensivos nos hospitais", argumenta a secretária de Saúde sobre a ajuda com a cessão das máquinas.

Há ainda possibilidade de o Hospital Cajuru também receber equipamentos do município. A direção do hospital, cujo pronto-socorro também tem demanda alta por leitos intensivos para vítimas de traumas, como acidentes de trânsito e violência, já entrou em contato com a prefeitura para solicitar os respiradores da pandemia.

Já os outros aparelhos serão distribuídos pelas nove UPAs de Curitiba, além de uma parte formar a reserva técnica - os aparelhos guardados para substituir aqueles que possam quebrar. No caso das UPAs, explica Márcia Huçulak, os respiradores servirão para o atendimento de emergência de todas as enfermidades, como já era feito antes da crise sanitária. Os respiradores permitirão que a equipe médica do serviço de pronto-atendimento estabilize o paciente até que seja transferido para um hospital.

A secretária de Saúde afirma ainda que há possibilidade de parte desses respiradores precisar de manutenção e até mesmo deixar de operar. "Vamos lembrar que muitos desses equipamentos ficaram meses ligados 24 horas por dia na pandemia. Então não tem como não haver desgaste. E muitas vezes o reparo sai tão caro que não vale a pena", aponta Márcia.

Equipes de saúde também estão sendo desmobilizadas

A Secretaria Municipal de Saúde contratou na pandemia 604 profissionais de saúde por Processo Seletivo Simplificado (PSS), opção emergencial diante da necessidade. Foram 150 enfermeiros e 474 técnicos de enfermagem cujas vagas seguem mantidas. "Mesmo com a redução de casos, ainda há a testagem, monitoramento e vacinação da população. A pandemia não acabou. Os PSSs contratados pela prefeitura estão sendo repostos na medida em que os contratos vão acabando", informa a prefeitura em nota.

Em relação aos profissionais contratados na pandemia pela Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas) - entidade que presta serviço à prefeitura nos atendimentos do SUS -, a maior parte já foi desligada. De 1.784 trabalhadores da saúde contratados pelo processo seletivo emergencial, 1.544 já foram desligados. Segundo a prefeitura, os 240 restantes estão em processo de desligamento. Porém, 271 profissionais contratados por PSS pela Feas seguem no quadro do SUS.

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