Empresas de ônibus falam em colapso do setor sem ajuda de custo do governo.| Foto: André Rodrigues/Arquivo/Gazeta do Povo
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As empresas de ônibus de Curitiba e região metropolitana estão solicitando um plano emergencial aos poderes públicos para que o transporte coletivo não entre em colapso e corra o risco de para de funcionar. Por causa das medidas de prevenção ao coronavírus, o número de passageiros caiu em 80%, o que fez com que os custos das empresas não fossem cobertos.

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O diretor-executivo das empresas de ônibus de Curitiba, Luiz Alberto Lenz César, explica que a preocupação em manter um serviço essencial como o transporte público é recorrente em todo o país e que, por isso, é necessário que haja respaldo do governo federal para que seja mantido.

“Estamos em negociação com a URBS, que está intercedendo junto ao Município. A Prefeitura, por sua vez, está nos auxiliando quanto ao governo federal. Estamos analisando as planilhas de custos e esperamos repasse de verba para que o transporte não pare. Nosso objetivo é que possamos enfrentar essa crise cobrindo os custos e continuar atendendo à população”, explicou.

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Um ofício representando as empresas do setor foi enviado à Presidência da República, por intermédio da Frente de Prefeitos, pedindo investimento emergencial no transporte público para evitar o colapso. As empresas do setor se reunirão com representantes da URBS na próxima semana e esperam que medidas sejam tomadas para evitar a interrupção do serviço.

“Até a semana passada a frota estava funcionando em 100% da frota, mas nesta semana foi feita uma readequação. Porém, os custos permanecem fixos dentro das empresas, incluindo pessoal, peças, financiamentos, acessórios, diesel, pneus, fornecedores, entre outros”, detalhou César.

Em nota divulgada no site das empresas de ônibus de Curitiba e região metropolitana, há um apelo para que o poder público interfira na situação, uma vez que a interrupção do serviço poderá, inclusive, impactar no enfrentamento ao coronavírus. "Não há dúvidas de que todos os negócios serão negativamente afetados. Mas é fundamental que o poder público priorize os serviços essenciais, caso do transporte coletivo. Aliás, são os ônibus que vão garantir a movimentação de profissionais dos outros serviços essenciais e daqueles que precisam se deslocar para chegar ao posto de saúde, à farmácia e ao supermercado", diz trecho publicado.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]