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| Foto: Raquel Portugal e Rodrigo Méxas/FIOCRUZ

Foi confirmado, nesta terça-feira (29), o primeiro caso de febre amarela no Paraná em 2019. A informação é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que identificou a situação no último sábado (26), no município de Antonina. A doença acometeu um jovem de 21 anos que nunca havia sido vacinado contra a febre amarela. Ele está internado no Hospital Regional do Litoral, e tem apenas sintomas leves.

O caso foi descoberto em meio a um mutirão de vacinação que começou em Antonina na sexta-feira (25), após a confirmação de que a febre amarela causou a morte de três macacos na região. Vale lembrar que os macacos não transmitem a doença, apenas o mosquito é o vetor da doença.

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Desde então, o município intensificou seu esquema de vacinação, e filas chegaram a se formar nas unidades básicas de saúde. Para auxiliar na vacinação da população o mais rápido possível, a Sesa enviou equipes para reforçar os trabalhos no Litoral. Em Antonina, por exemplo, equipes estão circulando pelos comércios e pela região rural para aplicar a dose em quem não consegue ir ao postinho. Mutirões similares estão sendo feitos em outras cidades do Litoral - como Pontal do Paraná, cujas unidades de saúde estão atendendo em horário estendido, até 22h.

Além disso, a Sesa criou um Centro de Operações em Emergências em Saúde(Coes) na 1ª Regional de Saúde de Paranaguá, especialmente para monitorar a doença. O último caso da doença identificado no Paraná foi em 2015. Mas, na ocasião, a febre havia sido contraída fora do estado.

Vacinação urgente

A Sesa alerta à necessidade de vacinação com urgência, já que a dose só começa a fazer efeito após 10 dias da aplicação. Devem ser vacinadas todas as pessoas entre nove meses e 59 anos, onze meses e 29 dias. Pessoas com mais de 60 anos e gestantes devem apresentar prescrição médica para se imunizar. A vacina precisa ser tomada uma única vez, então quem já se imunizou, não precisa repetir a dose. Quem não lembra ou não sabe se já recebeu a dose, deve se dirigir a uma unidade de saúde e buscar a imunização.

O alerta é estendido também a grupos estratégicos de pessoas nas áreas de risco, como caminhoneiros que descem ao Porto de Paranaguá, funcionários da Segurança Pública e trabalhadores de empresas que circulam pela Mata Atlântica. Até o momento, no entanto, não foram encontrados mais macacos mortos.

Curitiba

Embora Curitiba esteja fora da área de risco da doença, a vacinação no município foi reforçada. A vacina está disponível nas 110 unidades básicas de saúde do município e pode ser tomada de segunda a sexta, no horário de expediente do setor de imunização de cada posto. 

Anteriormente, havia um cronograma de imunização na capital para evitar o desperdício de doses, já que cada frasco tem cinco doses que devem ser utilizadas em até seis horas após o uso da primeira. Contudo, devido ao aumento de casos da doença na divisa do estado de São Paulo com o Paraná, houve este reforço.

Sintomas e o que fazer

Os sintomas da doença são febre com início súbito, em pessoas que nunca tomaram a vacina contra a febre amarela ou com vacinação há menos de 10 dias e que tenham estado em áreas de matas, rios ou áreas de circulação viral comprovada nos últimos 15 dias.

Essas condições devem estar associadas a outros dois ou mais sinais, como cefaleia, náusea, vômitos, dor articular, dor abdominal, dor lombar, icterícia ou hemorragias.

A Secretaria da Saúde orienta que toda informação sobre macacos mortos e ocorrência de casos suspeitos sejam imediatamente notificados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), que está em plantão permanente. Os telefones são (41) 99117-3500 e (41) 99917-0444.

Transmissão

É importante lembrar que os macacos não transmitem a febre amarela: assim como os homens, eles são contaminados pela picada de mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes (febre amarela silvestre) e Aedes aegypti (febre amarela urbana), que carregam o vírus. Os macaco acabam sendo sentinelas que indicam a presença da doença em uma determinada região e não devem ser mortos.

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