Vereadora Fabiane Rosa (PSD) é acusada de prática de “rachadinha”| Foto: Divulgação/CMC
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O Ministério Público do Estado denunciou, na última sexta-feira (07) a vereadora Fabiane Rosa (PSD), pelos crimes de concussão e peculato - ela nega irregularidades em seu mandato. A vereadora foi presa em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investigou a existência do esquema de rachadinha no gabinete da vereadora, quando funcionários são obrigados a repassar parte de seus salários para o detentor do mandato. A denúncia relata 10 ocorrências do crime de concussão, afirmando que a vereadora exigiu o repasse de parte dos salários ou a contratação de empréstimo consignado de funcionários de seu gabinete e, até, de um funcionário comissionado da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, por ela indicado.

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Além da vereadora, foram denunciados seu companheiro, o guarda municipal Jonatas Joaquim da Silva, a assessora parlamentar Maria Carolina Brassanini Centa Bremer e Anabela Marisa de Souza, empregada doméstica da vereadora, mas contratada como servidora da Câmara Municipal, com salário de R$ 7.092,02, fato que gerou a denúncia por peculato.

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O MP acusa a vereadora, então, de desviar R$ 78.012,22 dos cofres públicos com a remuneração, por 11 meses, de Anabela Maria de Souza. Nos crimes de peculato, segundo a denúncia, a vereadora é acusada de se apropriar de R$ 78.320,00 em salários de servidores públicos comissionados (cinco de seu gabinete e um da Secretaria Municipal de Meio Ambiente) com a exigência de repasses mensais que variavam entre R$ 320,00 e R$ 2,5 mil. Há, ainda, na denúncia, a informação de que duas funcionárias do gabinete da vereadora foram exoneradas após se recusarem a participar do esquema de repasse de parte dos salários.

O advogado da vereadora, Jeffrey Chiquini, informou que a defesa ainda não foi notificada da denúncia e que, por isso, não iria se manifestar.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]