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Remessas do imunizante entregues em março apresentaram diferença na quantidade de doses disponíveis e das doses usadas
Remessas do imunizante entregues em março apresentaram diferença na quantidade de doses disponíveis e das doses usadas| Foto: Divulgação / Instituto Butantan

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) vai apurar a suposta redução no número de doses disponíveis nos frascos da vacina Coronavac encaminhados pelo Ministério da Saúde à prefeitura de Curitiba. A notícia de fato, como o procedimento é chamado pelo MP, foi instaurada nesta terça-feira (13) e tem como objetivo descobrir se houve realmente uma mudança no rendimento das doses do imunizante entregues na capital paranaense.

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Das 84.540 doses que foram registradas como entregues na remessa de 8 de abril, apenas 77.767 puderam ser aplicadas. Isso gerou a diferença de 6.773 doses, que acabaram sendo usadas do estoque destinado à segunda dose. Ao invés de possibilitarem a aplicação de dez doses, cada frasco rendia apenas nove.

Outras cidades no país identificaram o mesmo problema, como Santa Maria (RS), que registrou a redução nas doses em, pelo menos, quatro lotes da Coronavac. O déficit na cidade gaúcha foi de 3,7 mil doses. Cidades em Goiás também alertaram para a redução na quantidade de doses. O alerta foi feito pela presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Goiás, Verônica Savantin, em uma reunião com o governador do estado.

Procurado pela Gazeta do Povo, o Instituto Butantan respondeu, em nota, que não houve redução no número de doses da vacina e que cada frasco contém, nominalmente, 10 doses de 0,5 ml cada. A instituição alerta para os possíveis desperdícios no momento da retirada das doses e aplicação.

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