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Câmara aprova MP do fim da taxa das blusinhas

Câmara aprova MP do fim da taxa das blusinhas
Câmara aprova MP do fim da taxa das blusinhas, proposta considerada prioritária pelo governo Lula (PT). (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que acaba com a “taxa das blusinhas”. A votação simbólica, sem o registro nominal dos votos. Agora, o texto segue para análise do plenário do Senado. Para que a medida permaneça em vigor, precisa ser votada antes do dia 8 de setembro.

A MP 1.357/2026, apresentada em maio, zerou a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a votação foi resultado do acordo entre o Legislativo e o Executivo.

Ele agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), “pelo espírito público e pela construção conjunta dos entendimentos que permitiram avançar nesta matéria”.

A proposta tem forte apelo popular e é considerada uma das pautas prioritárias para a campanha de reeleição de Lula. Motta disse que a medida tem um “impacto concreto” na vida das famílias, pois representa uma “alternativa de consumo”, especialmente, para a população de menor renda.

Apesar da isenção do imposto de importação, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, continua sendo cobrado. Além disso, para valores acima de US$ 50, permanece a tributação de até 60%, com desconto fixo de US$ 20.

“Sabemos que existem preocupações da indústria e do varejo em relação a essa medida. A Câmara dos Deputados não dará as costas a essas preocupações”, destacou o presidente da Casa.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) expressou sua "indignação" com a forma como a proposta foi aprovada. Para a parlamentar, o rito foi "tratorado" por Motta e a votação deveria ter sido nominal.

“Apresentei quatro emendas. Na comissão [mista], nenhuma das emendas foi acatada. Sendo que o objetivo de todas elas era garantir, sim, o fim dessa taxação absurda que esse desgoverno Lula trouxe e que vem retirar as vésperas das eleições, mas, ao mesmo tempo, [as emendas visavam] resguardar empregos, quem produz e a indústria e comércio nacionais”, enfatizou Kicis.

A Câmara e o Senado realizam nesta semana um esforço concentrado para votar os projetos prioritários do governo antes das eleições. Nesta quarta (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1, mas Alcolumbre decidiu não levar o texto ao plenário.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) disse que a votação ocorrerá até o final de outubro, mas não detalhou se a análise será antes do primeiro ou do segundo turno das eleições.

Além disso, o Senado aprovou a tributação especial para atrair data centers ao Brasil, a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e a MP que viabiliza uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões para a compra de veículos novos por motoristas de aplicativo e taxistas.

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