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Dinheiro estrangeiro

Contas externas têm déficit de US$ 3,2 bi e fuga de investimentos no mercado financeiro

Relatório do Banco Central demonstra ampliação do aumento nas despesas brasileiras com tecnologia.
Relatório do Banco Central demonstra ampliação do aumento nas despesas brasileiras com tecnologia. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

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O déficit nas transações correntes do balanço de pagamentos — registro que engloba o comércio de bens, serviços e rendas do Brasil com o resto do mundo — registrou uma leve melhora em maio, somando US$ 3,2 bilhões, contra US$ 3,3 bilhões no mesmo mês do ano passado. No entanto, olhando o cenário mais amplo, o recuo no acumulado de 12 meses foi expressivo: o saldo negativo caiu de US$ 75,3 bilhões para US$ 64,1 bilhões.

Na prática, embora a dependência de capital externo tenha diminuído, o país ainda consome mais recursos do exterior do que arrecada, o que influencia diretamente o câmbio e a percepção de risco. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (26).

As despesas associadas à tecnologia e inovação continuam pressionando as contas externas brasileiras. Impulsionado pelo aumento de gastos com telecomunicações, computação e propriedade intelectual, o déficit no setor de serviços atingiu US$ 5,2 bilhões em maio, um avanço em relação aos US$ 4,6 bilhões registrados há um ano.

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Quando o assunto é a atratividade para o investidor estrangeiro, os dados do BC mostram duas realidades distintas. De um lado, o setor produtivo segue aquecido: os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 8,0 bilhões no mês, mais que o dobro do registrado em maio de 2025. No acumulado de 12 meses, o IDP já alcança US$ 83,3 bilhões (3,38% do PIB). Por outro lado, o capital financeiro de curto prazo recuou, registrando saídas líquidas de US$ 5,2 bilhões em investimentos em carteira, divididos entre a retirada de US$ 2,4 bilhões em ações e fundos e US$ 2,9 bilhões em títulos de renda fixa no mercado doméstico.

No sentido inverso, o caixa do país ganhou fôlego. As reservas internacionais brasileiras cresceram US$ 4,2 bilhões em um mês, atingindo o estoque de US$ 371,1 bilhões. O resultado foi impulsionado pelo retorno de US$ 3,7 bilhões de operações de linha com recompra e por receitas de juros, que compensaram a perda de US$ 0,5 bilhão gerada pelas variações de paridade cambial.

Leia o relatório de estatísticas do setor externo na íntegra.

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