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Intercâmbio

Cursos contam pontos nos processos seletivos e ajudam a alavancar carreira

Basta olhar as lista de exigências que as empresas divulgam quando querem contratar algum executivo e constatar: a fluência no inglês é fundamental. Não raro, é necessário dominar um segundo idioma. O que já foi um diferencial no currículo tornou-se, em muitos casos, um requisito obrigatório. A globalização fomentou este cenário e, no caso brasileiro, a importância que as exportações têm para a economia vem ampliando os horizontes comerciais com os mais diversos parceiros. Com este cenário, empresas instaladas no Brasil, multinacionais ou não, precisam de colaboradores que não apenas dominem outras línguas, mas tenha tenham vivência internacional e possam negociar com clientes e fornecedores estrangeiros.

Segundo Bernt Entchev, presidente da empresa de capital humano De Bernt, uma viagem ao exterior tem de render mais do que o aprendizado de uma nova língua. "Para ter validade perante os olhos do empregador o roteiro de viagem teria de incluir fatores que enriqueçam a vida profissional", avalia. Opinião semelhante tem Valquiria Mac-Dowell, diretora da Improvement, empresa especializada em intercâmbios.

"O que agrega a um estudante de engenharia viajar para o exterior e trabalhar na bilheteria de um parque temático?", questiona. Segundo ela, o que diferencia um profissional no mercado de trabalho são as competências que ele adquire dentro da sua profissão. Especializações e estágios são bem avaliados e aumentam as chances de uma boa colocação na volta ao Brasil. "O mercado não se sensibiliza com aventureiros apenas", acredita.

Experiência internacional

Para viabilizar a primeira viagem internacional, aos 23 anos, Arquemino Lopes passou dois anos economizando. Ficou em albergue e conseguiu uma bolsa para estudar inglês durante dois meses nos Estados Unidos. Na época era um engenheiro recém-formado e trabalhava na área de suporte técnico de uma multinacional na área de telecomunicações. Aos 29 anos, já era gerente na mesma empresa e resolveu aprimorar o conhecimento da língua alemã.

Dessa vez, a multinacional custeou parte das despesas e ele ficou dois meses na Alemanha. "Não aprendi apenas idiomas, procurei me aprofundar na cultura dos países que visitei, entender a mentalidade dos americanos e alemães e conhecer a etiqueta empresarial deste meio", relata. O reconhecimento profissional não tardou a acontecer.

Lopes passou a ser escalado com freqüência para viagens profissionais ao exterior. No começo do ano, ele foi contratado por outra multinacional para o cargo de analista econômico-financeiro sênior. "Minha experiência internacional foi decisiva". Ele vai passar dois anos na Alemanha no ano que vem como parte de uma programa de desenvolvimento profissional da empresa.

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